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Duas revistas e a minha (humilde) opinião...
Por Eloyr Pacheco — Quarta, 8 de outubro de 2003
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Fahrenheit 100º
A Quanta Editora e o estúdio Big Jack, sediadas em Belo Horizonte, através de apoios obtidos pela lei municipal de incentivo à cultura lançaram a primeira parte de uma série de três, com boa qualidade gráfica. Capa com verniz e papel couché no miolo.
Embora a apresentação seja realmente muito boa, isto não bastou para eu parar e ler a revista com calma, fiz apenas, por assim dizer, uma “leitura jornalística”. Para eu ler uma HQ é preciso que as três primeiras páginas me prendam. E a Fahrenheit 100º não conseguiu isso. A iniciativa é válida, mas isto não basta para tomar o meu tempo. Tenho para mim que quadrinho deve ser bom independente do país de origem.
Não vou gostar (ou simplesmente apoiar) porque é “tupiniquim”. Quem sabe quando o segundo número for lançado... e a história se desenrole mais um pouco eu mude de opinião. Afinal, como disse Raul Seixas, “prefiro ser essa metamorfose ambulante...”
Os destaques de produção ficam para Eduardo Pansica que cuidou dos cenários e, embora ainda precise de um ajuste, para as cores de Gulliver Vianei e Alê Starling que estão no caminho certo.
Para conhecer mais sobre o trabalho da rapaziada visite o site http://www.bigjack.com.br
Cine Monstro
Lançada durante o badalado Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo 2003, a Cine Monstro ganhou uma ótima aceitação do público. É claro que os produtores da revista estavam “no lugar certo, na hora certa”, mas isso é marketing! Só por aí já mostra o quanto a equipe editorial, comandada por Carlos Primati, está afinada com o que programa para o conteúdo da revista.
Mesmo com fotos cheias de sangue quase todo o tempo, a Cine Monstro ficou agradável (hein?!) de se ler. Uma missão quase impossível numa revista com este tipo de informação. Os diagramadores poderiam facilmente ter caído em tentação, e feito uma revista poluída e trash. Mas, conseguiram, como resultado final, uma revista com ótima apresentação.
Destaques: a matéria de Jaime Eduardo Palhinha sobre Herman Cohen, produtor de cinema nos anos 1950 e 1960; o cinema do videomaker brasileiro André Z.P., escrita pelo próprio Carlos Primati, e para a seção de lançamentos em vídeo recheada de “preciosidades”.
A Cine Monstro é publicada pelo selo Dark Side, da Works Editora, que tem sede em Jundiaí, São Paulo. Veja mais sobre a revista em http://www.workseditora.com.br
Semana que vem a gente se fala de novo!
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