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Quem canta seus males espanta
Por Tiago Cordeiro — Quinta, 13 de maio de 2004
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Não estimado leitor, você não clicou no link errado e a coluna Take One também não se tornou uma coluna sobre música ou auto-ajuda. Quem nunca viu um filme estrelado por um cantor? Claro que para mencionar cada vocalista que atuou (ou pelo menos tentou) precisaria de umas dez colunas, mas pelo menos alguns casos a gente pode cobrir.
Não é de hoje que a indústria fonográfica e cinematográfica trocam figurinhas. Quando o mercado está em crise uma das melhores soluções para manter o artista na mídia é lançá-lo no cinema. O caso mais conhecido talvez seja do imortal rei Elvis Presley com uma cinematografia que inclui dezenas de filmes. Outro rei, o nosso Roberto Carlos, junto com Erasmo Carlos e Wanderléa estrelaram filmes inspirados em películas como Help e A hard day´s night que um certo grupo inglês conhecido como Beattles fez para completar o seu sucesso.
Na década de 90, Kevin Costner ficou imortalizado em uma foto onde segura Whitney Houston em seus braços, na campanha publicitária do filme O Guarda-costa. O filme nada mais é do que uma mistura de romance-farofa e mistério apoiando-se muito mais nos momentos em que Whitney canta do que em sua própria qualidade. E se você duvida, pergunta ao seu irmão mais velho se ele não escutou I will always love you (música-tema do filme) pelo menos umas quinze vezes só em 1992 (ano de lançamento do filme). Muitas vezes a passagem da música para a atuação, rende bom frutos (leia-se grana, money, bufunfa e etc.), este é um caso. Custando menos de vinte milhões de dólares e rendendo mais de centenas de milhões de verdinhas. Curiosamente depois daqui a carreira de Whitney deslanchou de vez e quanto a de Costner. Bem, um dia eu falo sobre Waterworld e cia.
Claro que nem tudo são rosas...Em um caso mais recente, Lance Bass e Joey Fatone, membros do extinto (ou não, depende do que Justin Timberlake tem na cabeça) N´Sync estrelaram Na Linha do Trem que não ficou muito tempo nas salas. Muito pior ocorreu com Mariah Carey. O fracasso de Glitter fez a gravadora Virgin preferir rescindir o contrato a continuar apostando em uma das mais bem-sucedidas divas do pop. Apesar dessa maré de azar, Justin Timberlake estará em Edison, filme a ser lançado em 2005.
Certo ou errado, de qualidade duvidosa ou não, filmes estrelados por músicos vão continuar por aí enquanto as duas indústrias confiarem em nomes para garantir lucro e não na qualidade dos seus produtos. Hummm... algo me diz que isso está longe de terminar...
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