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Nós vimos: Van Helsing - O Caçador de Monstros
Por Luiz Eduardo Ricon — Quarta, 12 de maio de 2004
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A festa maluca dos monstros
Eu vi o trailer, li as resenhas, o Eloyr avisou, outros amigos me alertaram, o Rafael manifestou seu descontentamento. E mesmo assim eu fui ver Van Helsing. Como fugir da responsabilidade?
Quer saber? O filme é muito divertido, se você não se incomodar com o que o Eloir achou divertido e o Rafael entendeu como defeitos. E eu? Bom, eu fiquei em algum lugar entre os dois...
Misturar Vampiro, Lobisomem e Frankenstein (com uma aparição surpresa de outro monstro famoso) num mesmo filme, e ainda reeditar a clássica disputa entre o conde Drácula e o caçador Van Helsing não era mesmo uma tarefa fácil. Stephen Sommers encarou o problema sem medo de ser feliz, e nem divertido.
Apostando mais na metade “rir” do gênero Terrir (desde seus filmes anteriores, A Múmia e o Retorno da Múmia), o diretor e roteirista reuniu todos os clichês do terror no cinema, reproduzindo com fidelidade os elementos dos clássicos da Universal e da Hammer (as duas eras de ouro do cinema de terror). Mas ele faz isso tudo “com a língua na bochecha”, como se diz em inglês, sem pretensão de ser sério, muito pelo contrário, com a intenção clara de fazer graça, mas nunca de graça;
O filme deve ter custado uma fortuna, a julgar pelos efeitos especiais absolutamente onipresentes. Tão onipresentes que muitas vezes cansam.
Meus momentos preferidos? Os lobisomens são provavelmente o que sempre sonhei ver num filme digamos, “lupino”. Nada de Jack Nicholson pulando igual um macaco, nada de Michelle Pfeifer com cara de poodle. Auqi estamos diante de uma tonelada e pouco de pelo, músculos e fúria, muita fúria.
Outro momento bom? A brincadeira de fazer de Van Helsing um James Bond vitoriano, com direito a missão exposta didaticamente, um laboratório cheio de gadgets e inclusive um Q só para ele, na pele do divertido frade que faz par com o sombrio caçador Vanverine.
De ruim temos o Drácula (fraco, muito fraco) e a insistência em resolver com computador o que meia-dúzia de dublês ou um pouco menos de exagero dariam conta.
Mas no bater das doze badaladas, Van Helsing é um filme legalzinho. Divertido, movimentado, bem-humorado. Vale a pena ver, se você for avisado, como eu fui.
Ah, e que a minha mulher não me leia, mas a Kate Beckinsale com os cabelos cacheados, de salto alto, calça de couro colante e espartilho já vale qualquer ingresso.
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