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Nós lemos: Conan 1
Por Marcelo Tavela — Quarta, 5 de maio de 2004
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Finalmente chega às bancas brasileiras...
Peraí! Finalmente, não. Isso é força do hábito.
Com apenas dois meses de diferença para o lançamento nos EUA, chegou às bancas brasileiras o primeiro número do novo Conan, que dá uma reformatada e começa do zero a história do bárbaro. O justo intervalo entre as duas estréias prova que dá para as editoras nacionais lançarem suas versões mais rápido, diminuindo ansiedades, economizando dólares gastos nas importadoras e, o que mais interessa a elas, coibindo que leitores vão à internet e baixem as histórias.
E a nova revista, lançada aqui pela Mythos Editora e lá pela Dark Horse Comics, saiu muito bem acabada, no bom papel LWC, com um pequeno texto sobre a Era Hiboriana na contra-capa e alguns esboços do desenhista Cary Nord nas últimas páginas. Os mais xiitas podem reclamar da falta de numeração nas páginas, mas nada que comprometa. O preço de R$ 3,90 não é o mais convidativo para uma revista de 28 páginas, mas também não é nenhum absurdo, devido ao acabamento.
Saindo da forma e adentrando o conteúdo, vemos o jovem Conan, então com 16 verões completados, saindo da Ciméria para o mundo, e fazendo sua primeira parada em Asgard (nada relativo ao Thor por aqui), onde defende os sobreviventes de uma tribo de Aesires de um ataque de Vanires. Caso você chegou até aqui e não faça idéia do que é Ciméria, Aesires ou Vanires, relaxe. A idéia é essa mesma, e o roteiro da história dá a mínima idéia dos conceitos. Se desejar algo mais, existem várias fontes de informação na internet, como o Crônicas da Ciméria.
Já que falamos em roteiros, eles foram extraídos e adaptados dos textos do criador Robert E. Howard por Kurt Busiek. Isso fica evidente nos textos complementares, em um linguajar mais clássico, porém mais verborrágico e reduntante com os desenhos. Busiek deu uma certa “agilizada” ao texto, principalmente comparando às antigas histórias do cimério. Cary Nord foi uma escolha exata para ilustrar o título, com um estilo mais épico sem firulas que Conan exige, colocando um bom ritmo nas batalhas, como comprovado nas quatro primeiras páginas. Ele é bastante ajudado pelas cores – e como é bom ver cores em Conan – de Dave Stewart. E a bela capa de Joseph Michael Linsner (que tem o nome informado na contra-capa, não obrigando o leitor a decifrar assinaturas) foge do óbvio. A reimpressão da edição americana ganhou uma anabolizada capa alternativa de J. Scott Campbell.
Agora é esperar para ver se o “Conan Ultimate” consegue atrair novos leitores. Aos antigos companheiros da taberna, agradará com certeza, já que é bem Conan na essência, com espadadas, barbas com tranças, bebida e mulheres.
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