|
Nós vimos: Roubando Vidas
Por Alfredo Stadtherr — Segunda, 12 de abril de 2004
|
|
Bem-vindo ao Sobrecarga, seu destino para as principais matérias sobre Filmes, Séries, Quadrinhos, Música e muito mais... se você puder agüentar!
Use a barra superior do site para navegar entre os assuntos e confira, no final de cada texto, outras matérias relacionadas ao assunto.
Na barra lateral do site você encontra sempre boas ofertas de produtos relacionados ao universo pop, ajude o site visitando nossos patrocinadores.
Volte sempre!
|
Era uma vez uma agente do FBI de hábitos estranhos que era considerada a melhor no que fazia. Um belo dia, chega um serial killer em sua vida, desestabilizando a vida da bela mulher e fazendo a coitada rachar a cuca para solucionar o crime. Para ajudá-la, entra em cena um homem sedutor e esquisitão, por quem a agente acaba se sentindo atraída. Acho que todo mundo já viu esse filme antes, né?
Depois de O Silêncio dos Inocentes, houve uma enxurrada de produções com uma temática parecida. Roubando Vidas, estrelado pela sexy Angelina Jolie, segue a mesma fórmula. O que muda sempre é o método utilizado pelo assassino para cometer seus crimes, e geralmente é um mais macabro que o outro.
O filme não traz muitas novidades. Jolie, após os dois episódios da franquia Tomb Raider (esses, sim, assustadores), resolveu voltar à boa forma que a consagrou como atriz e sex symbol. Não que seu trabalho nesse filme seja um primor, mas ela se esforça para dar conteúdo à agente especial Illeana Scott.
Ethan Hawke também convence com o atormentado James Costa, passando fragilidade e medo ao personagem. Lamentável é a participação de Kiefer Sutherland. Quando se assiste o trailer, a impressão é a de que ele terá um papel-chave na história. De certa forma, ele é importante sim, mas não aparece muito, o que é uma pena.
O resto do elenco não se destaca muito. Gena Rowlands, apesar de desempenhar um bom trabalho, sofre do mesmo problema de Sutherland. O francês Olivier Martinez, que teve interpretações fracas e sem conteúdo em Infidelidade e S.W.A.T., segue a mesma linha em Roubando Vidas. Seu personagem, um detetive canadense que está investigando o crime, é completamente insípido.
Repleto de reviravoltas, o filme até consegue manter um bom ritmo e prende a atenção do espectador. Um dos maiores problemas é a aula de anatomia forçada. Toda vez que aparece um cadáver, ele é mostrado de todas as formas possíveis, e cada vez de uma forma menos apresentável. Eles deviam saber que, algumas vezes, não mostrar assusta muito mais do que exibir à exaustão.
A seqüência final é uma das melhores partes do filme. De certa forma, surpreende e mantém um clima tenso típico dos filmes do gênero. O único problema é um momento de extrema estupidez da protagonista, mas não vou contar aqui o que é para não estragar a surpresa. Roubando Vidas não é brilhante como O Silêncio dos Inocentes, mas garante algumas horas de diversão.
|