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Os Simpsons e a palavra de Deus
Por Rodrigo Seabra — Terça, 6 de abril de 2004
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O reverendo Robin Spittle, de Kesgrave, cidade a nordeste de Londres, resolveu inventar uma nova forma de pregar para suas ovelhas britânicas. Para isso, terá a ajuda de uma certa família americana, disfuncional e... amarela.
Pois os Simpsons viraram mesmo uma série de sermões aos fiéis da Igreja de Todos os Santos na qual o pastor ministra. As lições serão baseadas nas decisões morais tomadas pela família ao longo de suas N temporadas.
"Com algumas, eu concordo", diz o reverendo, "mas discordo de outras. Mas, seja de uma forma ou de outra, eles são ótima fonte para discussões e são uma família que freqüenta a igreja [do reverendo Lovejoy, claro]". O pastor enfatiza que diversos temas religiosos ou morais estão embutidos em vários episódios da série, como as tentações extra-conjugais tanto de Homer quanto de Marge.
Na verdade, as referências do desenho ao Cristianismo já foram objeto de pesquisa em 2001 no livro The Gospel According to The Simpsons, de Mark Pinsky. Constantemente, levanta-se alguma polêmica no meio religioso devido ao humor bastante ácido da série.
A família fará parte de quatro "aulas" a partir do fim de abril, cada uma focando em um dos personagens principais (Homer, Marge, Bart e Lisa), já que Maggie ainda toma bem poucas decisões. Isso ainda que Homer já tenha definido sua religião como "sabe, aquela com um monte de regrinhas bem-intencionadas que não funcionam na vida real. Aaahn... o Cristianismo". Palavras dele...
Numa nota à parte, os atores que fazem as vozes originais dos Simpsons estão numa espécie de greve nos EUA. Seus contratos já venceram há tempos e ninguém apareceu mais pra trabalhar. Só que a série tem vida garantida até 2006... Como resolver? Dan Castellaneta, Harry Shearer, Nancy Cartwright e os outros exigem o pagamento de 360 mil dólares por episódio, como superstars que são. A temporada 16 está atrasada, e, ao que tudo indica, ainda teremos novidade nessa área.
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