Hogarth e o robô gigante

Por Eudes Honorato — Quinta, 1 de abril de 2004

Bem-vindo ao Sobrecarga, seu destino para as principais matérias sobre Filmes, Séries, Quadrinhos, Música e muito mais... se você puder agüentar!

Use a barra superior do site para navegar entre os assuntos e confira, no final de cada texto, outras matérias relacionadas ao assunto.

Na barra lateral do site você encontra sempre boas ofertas de produtos relacionados ao universo pop, ajude o site visitando nossos patrocinadores.

Volte sempre!

A Warner Bros. é uma das grandes produtoras quando se trata de animação em desenhos de curta-metragem. A turma do Looney Tunes, Pernalonga, Patolino, Gaguinho e outros, fazem a alegria de crianças e adultos há muito tempo. Mas no cinema recente, a Warner não vinha tendo bons resultados no que dizia respeito a animações de longa-metragem. Não fazia o mesmo sucesso que na TV. Até mesmo o filme Space Jam, de 1996, que mistura live-action e animação com Pernalonga e sua turma, foi um fracasso de crítica e público, pois caiu na besteira de enfocar mais Michael Jordan, o jogador de basquete, e não os personagens animados. E a história era bem ruim também.

Em 1997, tenta uma nova versão animada de O Rei e Eu (The King and I). Outra bola fora. Ninguém gostou do tratamento dado à história, ou ninguém estava mesmo era mais com paciência para rever a versão de uma história tão chata, tanto que um novo longa-metragem (agora pela 20th Century Fox) com Jodie Foster e Chow Yun-Fat, Anna e o Rei (Anna and the King, 1999), dois anos mais tarde, também não fez sucesso.

No ano seguinte outra tentativa, com A Espada Mágica – A Lenda de Camelot (The Magic Sword: Quest For Camelot, 1998). Muita música, dragão de duas cabeças, herói galante cego, nada disso salvou o desenho da ruína que ele era. Nem mesmo uma indicação para o Oscar de melhor canção adiantou muita coisa. A Warner já estava quase desistindo e deixando a Disney reinar sozinha no ramo da animação.

Mas em 1999, algo mudou. Um desenho da produtora chamou a atenção dos críticos, mas não tanto do público por culpa da própria Warner: O Gigante de Ferro (The Iron Giant). Misturando um pouco de CGI (o gigante é todo em CGI e e nota-se o uso de 3D em outros lugares), mas sem perder o tom de desenho animado tradicional, o longa animado diverte e emociona de verdade, como poucos.

Pena que no Brasil tenha chegado diretamente para VHS e depois em DVD. Eu, com minha paciência de Jó, esperei o lançamento para poder alugar e assistir a tudo que eu lera aqui e ali, na internet, sobre esse filme.

A história é baseada num livro chamado The Iron Man, de um tal Ted Hughes, escrito em 1968. A história se passa na época do lançamento do primeiro satélite, pelos russos, o Sputnik, em 1957. A histeria americana contra os “vermelhos” na já declarada Guerra Fria só faz aumentar a tensão de saber que há algo no espaço, lançado pelos inimigos e que possa estar vigiando os Estados Unidos. O surgimento de um gigante metálico do espaço não melhoraria em nada as coisas.

Mas não vamos tão rápido. A história nunca se preocupa em contar a origem do gigante, se ele veio mesmo do espaço, se foi criado aqui na terra, mas procura apenas mostrar o quanto um ser estranho (e um pouco grande, talvez) pode gerar medo sem nem mesmo atacar ninguém.

O gigante aparece na costa do Maine e bate contra um navio, deixando o velhinho que o pilota assustado. Devido à forte tempestade, ele vê apenas as luzes fortes que os olhos do robô projetam. Logo, começa a contar sua história para todos e é tratado apenas como o louco que parece ser. Mas o menino Hogarth, cheio de sonhos e ávido leitor de quadrinhos, acredita em tudo. Depois de saber que vários carros estão aparecendo “mordidos” e de ter sua própria antena de televisão “comida’, ele entende o que tem de fazer: atrair o gigante com “comida”, nesse caso, uma placa de metal.

A mãe de Hogarth, Annie Hughes (dublada pela linda Jennifer Aniston) trabalha como garçonete e, como não tem marido (não se explica se ela é mãe solteira ou se é simplesmente divorciada), deixa Hogarth sozinho, o que lhe dá oportunidade de caçar o gigante de ferro. Hogarth acaba encontrando o gigante desacordado por uma descarga elétrica que levou na usina de força da cidade, enquanto tentava “lanchar”. O gigante tem um apetite do tamanho dele.

A princípio, a coisa parece meio ameaçadora, mas logo os dois começam uma amizade. Hogarth até mesmo tenta ensinar o gigante a falar (com a voz do astro Vin Diesel) e talvez contar de onde veio. Mas o monstro tem um “galo” na cabeça que o impede de lembrar. E claro, ele não fala, apenas repete palavras num tom gutural.

Hogart precisa contar para alguém e também precisa da ajuda, pois há um agente do FBI, o infame Kent Mansley (que rende boas risadas) na cidade, ivestigando os estranhos acontecimentos. Ele acaba apelando para o malandro e boa vida Dean (dublado pelo não tão famoso Harry Connick, Jr.), dono de um... tcharããããã! Ferro-velho! Comida da boa e de graça!

Depois de muito relutar Dean acaba pegando amizade com o gigante também. Muitas surpresas são reveladas durante o filme, como o fato de o monstro ser desmontável e cada parte sua ser independente.


Essa amizade do trio dura razoalvelmente tranquila, com eles se escondendo na floresta, passando momentos divertidos, com o gigante dando uns mergulhos para refrescar e com o agente Mansley sempre perdendo a pista do gigante. Num momento de tensão, Mansley chega a descobrir a amizade entre o gigante e Hogarth e chama o exército, mas Dean acaba salvando o dia. Claro que nem tudo serão flores (para os personagens, pois o desenho é ótimo do princípio ao fim) e o final trará um clímax digno de todo o longa-metragem.

Com tantos longas animados ruins nas mãos, parece que a Warner não confiava tanto no sucesso desse e nem mesmo fez uma campanha publicitária decente, deixando para que as pessoas descobrissem esse belo desenho animado quase sozinhas.

Não sei se a Warner pretende lançar outros longas animados que não sejam misturas de live-action com os personagens de Looney Tunes, como o mais recente Looney Tunes - De Volta à Ação, só sei que eles devem procurar o diretor de O Gigante de Ferro, Brad Bird, se estiverem pensando nisso, afinal o cara já está em outro sucesso garantido: Os Incríveis, da Disney/Pixar.




COMPRAS
DVD > DVD O Gigante de Ferro
Livro > Desperte Seu Gigante Interior (Anthony Robbins)
DVD > DVD Space Jam: O Jogo do Século; Looney Tunes: De Volta à Ação- Duplo
Game > GameCube Marvel Nenesis - Rise of Imperfects (Importado)
CD > CD Pokémon - The First Movie
Livro > Conan: o Bárbaro - 42 (Thomas)
DVD > DVD George, o Curioso (Jack Johnson, Matthew O´callaghan)
DVD > Coleção Looney Tunes - Vol. 1- 4 DVDs

 

VEJA TAMBÉM...
23/01 > Warner anuncia lançamentos para 2007
30/12 > Atrações de janeiro no Cartoon e no Boomerang

 

 

XML
© 2003 SOBRECARGA LTDA. Todos os direitos reservados Powered by Drupal. doismidela subretuza. Tecnologia