|
Aranha ganha um desenho de primeira
Por Alexandre Maron — Segunda, 6 de outubro de 2003
|
|
Bem-vindo ao Sobrecarga, seu destino para as principais matérias sobre Filmes, Séries, Quadrinhos, Música e muito mais... se você puder agüentar!
Use a barra superior do site para navegar entre os assuntos e confira, no final de cada texto, outras matérias relacionadas ao assunto.
Na barra lateral do site você encontra sempre boas ofertas de produtos relacionados ao universo pop, ajude o site visitando nossos patrocinadores.
Volte sempre!
|
Desde a década de 60, o Homem-Aranha tem sido sempre retratado em desenhos animados com resultados, assim, digamos, irregulares. Mas a nova série que estréia no dia 5 de outubro no canal pago Nickelodeon, às 21h30, acaba com esse gosto amargo. Peter Parker e seu alter ego nunca saíram tão bem na foto como agora. E a espera pelo novo filme, que estréia no ano que vem, será menos dolorosa.
O seriado conta com a supervisão do papa Brian Michael Bendis, o cara que modernizou o Aranha e escreve para ele um dos melhores gibis mainstream, o "Ultimate Spider-Man" (publicado no Brasil na revista "Marvel Millennium"). O que se vê é uma série que não subestima a inteligência do espectador e ainda se preocupa em realmente impressioná-lo com os passeios espetaculares da câmera pelos céus de Nova York ao lado do Aranha.
Esse vigor visual é o resultado da aposta em uma técnica de animação espetacular em três dimensões. Mas a direção de arte se preocupou em usar uma paleta de cores elimina o 3D limpinho e dá uma sensação de animação convencional. Isso significa que a grande vantagem da técnica é a qualidade dos enquadramentos e da ação que pode ser filmada de qualquer ângulo com uma fluidez impressionante. Coisa de primeira qualidade.
A caracterização dos personagens traz um dos pontos fracos da série. Onde já se viu Harry Osborn louro com aquele penteadinho ridículo? E é meio sacal ver os personagens usando sempre a mesma roupa. Essa saída estética é um clichê dos desenhos seriados para diminuir o trabalho de animação, mas não se justifica em uma produção feita com tanto cuidado nos roteiros.
Mas se você comparar esse desenho com os outros, a qualidade é tão infinitamente superior que não dá nem para discutir. Na décadda de 60, sem dinheiro, os animadores ficavam repetindo seqüências para encher lingüiça, na década de 70 e 80, os desenhos eram sem pé nem cabeça, com direito até a uma aliança do Aranha com o Homem de Gelo e a Estrela de Fogo. Não vou nem entrar em detalhes sobre aquela lamentável série com atores, para não irritar o pobre leitor.
A série animada mais bacana do Aranha foi aquela produzida no início da década de 90. A animação era um lixo, mas as histórias eram tão bacanas e cheias de referências aos quadrinhos que conquistaram os fãs do herói.
Diante de tudo isso, o maior defeito da nova série, é a pequena quantidade de episódios. São apenas 13 que formam um arco fechado de histórias. Quando você está começando a gostar, acaba. Isso é comum nas encomendas de episódios dessas séries, mas aqui deixa um gostinho de quero mais.
|