 |
A Paixão de Cristo
Por Alfredo Stadtherr — Sexta, 19 de março de 2004
|
|
Bem-vindo ao Sobrecarga, seu destino para as principais matérias sobre Filmes, Séries, Quadrinhos, Música e muito mais... se você puder agüentar!
Use a barra superior do site para navegar entre os assuntos e confira, no final de cada texto, outras matérias relacionadas ao assunto.
Na barra lateral do site você encontra sempre boas ofertas de produtos relacionados ao universo pop, ajude o site visitando nossos patrocinadores.
Volte sempre!
|

Depois de uma estréia fenomenal nos EUA, chega ao Brasil o filme mais falado do ano até agora. Mesmo antes de estrear, A Paixão de Cristo, dirigido por Mel Gibson, foi cercado de expectativa e polêmica pela maioria das comunidades religiosas ao redor do mundo. Apoiado por parte da Igreja Católica, criticado por outros e acusado de ser anti-semita pelos judeus, o fato é que a produção chegou fazendo muito barulho.
Para contar uma das histórias mais conhecidas de todos os tempos, Mel Gibson preferiu utilizar alternativas que fugissem um pouco do lugar comum. As línguas faladas no filme, por exemplo, são o latim e o aramaico, as mesmas usadas pelas pessoas da época. Inicialmente, a película não teria legendas, mas o bom senso venceu e elas foram colocadas.
A trama conta apenas as doze últimas horas da vida de Jesus Cristo, e não há qualquer introdução que conte o que aconteceu antes, justamente por Gibson achar que a história é conhecida o suficiente por todos, dispensando apresentações. O filme começa no Jardim das Oliveiras, onde Jesus vai rezar após a Última Ceia. A partir deste momento seguem-se os fatos que levarão à sua morte, que culminam com sua crucificação no Gólgota.
Gibson, que é católico fervoroso, fala da sua versão da história de Cristo. "Quando você aborda uma história que é tão conhecida e que tem tantas concepções diferentes a seu respeito, a única coisa que você pode fazer é permanecer tão fiel quanto possível a essa história e ao seu próprio modo de expressá-la criativamente", diz Gibson. "Foi o que eu tentei fazer".
"Eu queria realmente expressar a enormidade do sacrifício, assim como seu horror. Mas eu também queria fazer um filme com momentos de lirismo e beleza real e uma convincente mensagem de amor, porque, em última instância é uma história de fé, esperança e amor. Essa, na minha opinião, é a maior história que podemos contar", completa o diretor.
O papel do messias é interpretado por Jim Caviezel (Além da Linha Vermelha), ator que é católico praticante. Ele ficou impressionado com a experiência de ter feito um papel tão marcante. "Dia após dia de filmagem, cuspiram em mim, me bateram, me flagelaram e me forçaram a carregar um pesada cruz nas minhas costas enquanto fazia muito frio. Foi uma experiência brutal, quase impossível de se descrever. Mas eu achei que tudo valeu a pena para interpretar esse papel".
De acordo com Jim, o excesso de realismo no filme, apesar de chocante, é justificável. "Ninguém jamais mostrou Jesus dessa maneira antes, e eu acho que Mel está mostrando a verdade. Mel não usou a violência como um fim em si e ela nunca parece gratuita no filme. Eu acho mesmo que o realismo do filme irá chocar algumas pessoas, mas essa é a razão desse filme ser incrivelmente poderoso", afirma ele.
O ator passou por diversas provações, como ter que utilizar a maquiagem pesada que reproduzia os ferimentos de Jesus, após ser açoitado e crucificado. A maquiagem chegou a causar irritações e provocar bolhas por seu corpo, impedido Jim de dormir. Além disso, teve que carregar uma cruz de 75 quilos (metade do peso de uma cruz verdadeira de crucificação), e ficar seminu em pleno inverno italiano.
Com tantos "castigos", o ator acabou tendo vários cortes e ferimentos, além de ter deslocado o ombro a adquirido uma infecção pulmonar. O fato mais surpreendente, entretanto, aconteceu no set durante uma tempestade. Um raio atingiu o guarda-chuva do diretor assistente Jan Michelini e "pulou" para Caviezel. Por sorte (ou proteção divina), nenhum dos dois teve ferimentos graves. Mas se eu não tivesse passado por tudo isso, o sofrimento não teria sido autêntico", comenta Caviezel, "então isso tinha de ser assim".
Saiba mais sobre A Paixão de Cristo na edição especial do SoBReCarGa.
O filme possui também um site oficial em português, que pode ser conferido clicando aqui.
A Paixão de Cristo (The Passion of the Christ) . Direção de Mel Gibson. Com Jim Caviezel, Monica Bellucci, Claudia Gerini e Maia Morgenstern. Distribuído por 20th Century Fox.
|
 |