|
Uma campanha pelo direito de ir ao cinema
Por Tiago Cordeiro — Segunda, 15 de março de 2004
|
|
Bem-vindo ao Sobrecarga, seu destino para as principais matérias sobre Filmes, Séries, Quadrinhos, Música e muito mais... se você puder agüentar!
Use a barra superior do site para navegar entre os assuntos e confira, no final de cada texto, outras matérias relacionadas ao assunto.
Na barra lateral do site você encontra sempre boas ofertas de produtos relacionados ao universo pop, ajude o site visitando nossos patrocinadores.
Volte sempre!
|
Eu sei que com toda essa violência mundo afora, ninguém quer perder tempo com movimentos que não falem de paz ou são contra o terrorismo e/ou a guerra. Entretanto, não é a proposta deste colunista dissertar sobre política internacional, mas sobre cinema. Mesmo que algumas vezes isso possa não ter a ver com o que ocorre no cenário mundial, como agora quando pretendo lançar uma campanha para salvar aqueles que gostam de cinema. Essa campanha depende de você, leitor do SoBReCarGa.
Para começar, vamos falar um pouco sobre a sala de cinema. Aquela sala com aquele montão de cadeiras, uma tela grande e onde tudo fica escuro. Não é sem razão que as projeções se dão neste ambiente. Apesar de fazer a felicidade de muitos casais, a intenção é que quando a luz se apague você se deixe levar pela história que será contada. Ou seja, você deve esquecer que está no cinema e se focar apenas no que está vendo.
Por tudo isso, qualquer coisa que lhe lembre que você está numa sala de cinema contribui negativamente para a sua diversão. Assim sendo, eu proponho que lutemos contra um grande mal para quem gosta de cinema: o celular.
Praga dos tempos modernos, o celular é levado de cima para baixo por seus portadores que não têm o menor respeito ao ouvido do próximo. Claro que ninguém quer a extinção do aparelho, mas reivindico a sua ausência dentro das salas de projeção. Cinema é para ver e estar concentrado e aquele toque súbito, justo naquela cena dramática, estraga tudo, mas tudo mesmo.
Já perdi a conta das vezes em que tive a surpresa do toque de celular no meio de um filme. Alguns dirão “Ah, mas eu uso vibracall” - se você fala no telefone, já é o bastante. Imagina só, o casal apaixonado se declarando na telona e um mané do seu lado tentando explicar para o amigo quando vai enviar o trabalho de faculdade (acreditem, já aconteceu comigo). Em uma pré-estréia que assisti, um colega jornalista chegou ao disparate de atender o celular duas vezes, trocar alguns diálogos e sair da sala de projeção, ou seja, além de atrapalhar o trabalho dos outros, como é que ele vai escrever sobre o filme depois?
Enfim, o toque do celular, o bate-papo com a namorada e tudo o mais que vem do telefone celular são facilidades da vida moderna que devem ser deixadas de fora das salas de cinema. Meu ouvido é bom, e, quando pago o ingresso para ver um filme, eu quero assistir ao filme e tenho certeza de que vocês também, da melhor forma possível.
Então, tá combinado! Se você deixava o celular ligado quando via filmes, agora já sabe como ele chateia os outros e, se não for o caso, transmita a mensagem para seus amigos. Devagar, devagar a gente consegue voltar a ouvir só o som do filme. Cinéfilos do mundo todo, uni-vos! Está declarada a campanha nacional contra o celular nas salas de cinema.
|