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Exército de chimpanzés
Por Rafael Mordente — Segunda, 15 de março de 2004
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Nota: esta coluna é velha e jamais foi usada. Devido à extrema falta de assunto - o que explica o fato de minhas colunas se atrasarem tanto -, resolvi lançar mão de um "backup". Não aceito represálias, já que ela não foi ao ar justamente por não ter passado pela minha triagem literária.
Tendo dito isso, vamos ao que interessa.
Hoje resolvi dedicar meu tempo para confeccionar uma coluna sobre pessoas que poderiam ser facilmente substituídas por chimpanzés, como a Macaca Chuca, dos tempos em que a indústria televisiva realmente se importava com a qualidade de seus programas. Chimpanzés como Chuca e aquele outro macaco falante que apareceu no Viva A Noite são exemplos de animais suposta e geneticamente inferiores que foram treinados à exaustão para realizarem tarefas que qualquer humano pode fazer com um mínimo ridículo de treino. Aparentemente, há um enorme contingente de pessoas incompetentes (ou imbecis por opção, vá saber) realizando tarefas que exigem preparo considerável. O custo desse treinamento seria severamente reduzido se o mesmo fosse aplicado aos simpáticos símios.
Rafa, o VJ com sete cromossomos a menos. Todos já meteram a língua no pobre rapaz (o que provavelmente deve ter dado alguma onda), associando sua completa incapacidade de contato com seres humanos ao uso abusivo de psicotrópicos ilegais. Eu acredito que isso seja verdade, mas acho que tudo se agrava ainda mais pelo fato de que Rafa foi geneticamente prejudicado com a ausência de não apenas um (o que o tornaria um indivíduo com síndrome de Down, lgoo, superior ao que é), mas de SETE cromossomos. Isso, adicionado ao uso excessivo de drogas, o torna um ser inferior em tantos níveis que seria necessário outra coluna para citá-los.
Sendo geneticamente inferior a um humano com síndrome de Down e estando exposto 24 horas por dia ao poder dos narcóticos, Rafa se tornou um indivíduo incapaz de realizar tarefas simples, como engolir saliva. Custaria menos à MTV Brasil contratar um chimpanzé que se comunica por cartões coloridos, ao invés de assalariar alguém para quem o dinheiro deve ser tão importante quanto a cor do instrumento de alguém que toca na Tribo de Jah.
Um chimpanzé, no lugar de Rafa, seria muito mais agradável. Afinal, quem resiste à simpatia dos macaquinhos? Quem se importa com o fato de que eles não sabem falar? O Rafa também não sabe e eu duvido muito que ele consiga distinguir cartões pela cor.
White Stripes: 33,3% vermelho, 33,3% branco, 33,3% preto... 150% incompetentes. Já disse Brian Molko, do Placebo: "dê meio cérebro a um macaco e ele o fritará". Meg, a "baterista", é tão incompetente que simplesmente comeria o cérebro, sendo bruscamente derrotada pelo símio no que diz respeito a conceitos de assepsia. O mesmo acontece quando você dá baquetas à moça. Ouvi-la tocar deixa uma sensação semelhante à de ter os genitais esmagados pelos cascos de um minotauro viciado em metanfetamina. A situação ficaria pior com o fato de que a dupla sequer prepara um setlist para seus shows. Para sorte da dupla, variações de tempo e compasso são tão plausíveis para Meg quanto a morte é para Keith Richards.
Falando nisso, até mesmo Keith Richards conseguiu dar vazão à parceria "simples/funcional". Jack White bate tão desesperadamente nas cordas de sua guitarra que dá a impressão de que ele esteve se preparando desde o início da carreira para surrar o tal Jason Stollsteimer. E o som que sai dos amplificadores parece muito com os gritos de alguém sendo sumariamente espancado. Dois chimpanzés cobririam perfeitamente o trabalho imundo feito pela dupla que faz "Detroit Rock City" chorar de vergonha. Venda seus discos do White Stripes e compre um casal de tartarugas. Pelo resto da sua vida, você ouvirá algo mais agradável sempre que os quelônios se acasalarem.
Um chimpanzé no lugar de Meg traria profundidade ao som do White Stripes. Tempos quebrados, firulas e toda uma cornucópia de possibilidades que somente um macaquinho fofo pode oferecer. No lugar de Jack, o símio traria mais afabilidade. Você jamais veria um chimpanzé brigar por aí, rendendo matérias e mais matérias que têm como função única tomar o tempo da vida dos jornalistas especializados.
Fred Durst, uma piada desnecessária. Ele anda como um chimpanzé, ele fala como um chimpanzé, a maneira com a qual ele se leva a sério é tão engraçada quanto qualquer coisa bonitinha feita por um chimpanzé. Por que desperdiçar tempo e dinheiro com ele se você pode simplesmente trocá-lo por um macaco de verdade, mais agradável e econômico?
Rafael Mordente, este que vos fala. Eu pagaria uma fortuna para ter um chimpanzé realizando por mim o trabalho ingrato de escrever colunas. Ele não faria melhor, obviamente, mas eu me pouparia de ficar procurando assunto pra cumprir o deadline.
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