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Nós vimos: Alguém tem que ceder
Por Rian Córdova — Sexta, 12 de março de 2004
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Harry é um coroa que só namora mulheres jovens. Uma de suas novas aquisições chama-se Marin. Bela, atraente, e por acaso, filha da famosa dramaturga Erica Barry. Além de prestígio e sucesso, Erica conquistou o coração do médico - com pinta de Keanu Reeves - Julian Mercer. E para complicar mais a história, ela se sente atraída pelo namorado da filha.
Toda essa confusão amorosa se encaixaria perfeitamente numa trama de novela mexicana. Mas o filme de Nancy Meyers surpreende, com diálogos inteligentes e atuações impressionanates.
Alguém Tem Que Ceder (Something's Gotta Give) é uma comédia romântica que se propõe, além de entreter casais de namorados e solteironas sonhadoras, a refletir relacionamentos amorosos com mais profundidade. Algo difícil de acontecer numa Hollywood acostumada a romances banais e contos de fada, – vide Titanic, Cold Mountain e grande parte dos filmes de Julia Roberts.
Nancy Meyers, responsável pela direção, produção e roteiro, escreveu os papéis principais do filme especialmente para Diane Keaton e Jack Nicholson.
Diane Keaton já havia estrelado outros filmes dos quais Nancy foi co-roteirista, como Presente de Grego e O Pai da Noiva. A atriz ganhou o Globo de Ouro por sua interpretação como Erica Barry, uma mulher inteligente e sensata, que se envolve com o solteirão convicto Harry Sanborn, personagem de Jack Nicholson. Os dois acabam traindo suas rotinas e vivendo um sonho de amor antes que o despertador toque.
Alguém Tem Que Ceder ainda conta com um equilibrado elenco de coadjuvantes. Nomes como Keanu Reeves, Amanda Peet (Identidade), Frances Mc Dormand(Fargo) e Jon Favreau (Amor Aos Pedaços) contribuem para o ritmo bem-humorado do filme.
Se você tem a impressão de procurar o amor nos lugares errados, ou tornou-se menos romântico com o passar dos relacionamentos, não vale a pena encanar. Pois este é o mundo real. Já que alguém tem que ceder para ser feliz, por que não se deixar levar por Jack Nicholson e seu sorriso “do gato de Alice” – bem, isso resolveu Diane Keaton.
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