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Reality show árabe causa alvoroço e é banido
Por Rodrigo Seabra — Quinta, 4 de março de 2004
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Durou exatamente uma semana a exibição de um reality show na linha dos Big Brothers da vida, no Oriente Médio.
Os árabes mais conservadores, escandalizados de ver jovens flertando, se tocando e dançando publicamente, exigiram o cancelamento imediato do show Al-Rayes, apesar de a audiência ter sido (compreensivelmente) muito alta. A acusação principal, como não poderia deixar de ser, foi a de violação frontal aos padrões islâmicos - o programa chegou a ser brevemente apelidado no Bahrein como "Sin Brother" (sin é pecado, em inglês).
A emissora Middle-East Broadcasting Centre ainda não suspendeu a produção, alegando que fará modificações, como separar os dormitórios de homens e mulheres e estabelecer um quarto para orações. Mas a rede alega que não pretende se tornar um chamariz para diferenças de opinião, e o show pode ser cancelado nos próximos dias. A MBC, no entanto, atesta a idoneidade moral do seu programa, dizendo que ele em pouco difere do resto da programação privada ou estatal. Segundo a TV, "é um programa mais honesto que novelas e telesséries, mas, como todo novo conceito, leva tempo para ser assimilado".
O programa é multinacional e tem 12 competidores que estão isolados em uma espécie de vila, incluindo uma joalheira jordaniana, uma atriz do Bahrein, um músico iraquiano e um professor de caratê do Kuwait.
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