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Uma nova esperança
Por Priscila Queiroz — Quarta, 3 de março de 2004
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Saiu. Finalmente a Academia de Artes e Ciências de Hollywood deu seu prêmio máximo, o Oscar de melhor filme, para um filme de fantasia. Os fãs de O Senhor dos Anéis estão comemorando agora, e todos os fãs de ficção e fantasia podem comemorar com eles: estamos passando por um momento ótimo.
Já era hora de a comunidade artística reconhecer que há valor em obras de fantasia, sempre vistas com preconceito, como mero entretenimento ou como filmes para crianças. Se o Oscar não é um bom juiz, ele ainda assim reflete as tendências por que Hollywood está passando e aponta aquelas pelas quais irá passar.
Os mais do que merecidos 11 Oscars de O Senhor dos Anéis mostram não só uma quebra da má vontade de Hollywood com os filmes de fantasia como também uma provável valorização desse gênero e da “irmã” ficção científica (ambos até agora relegados a um gueto artístico) nos próximos anos, não só no cinema, mas na televisão e na literatura também. Aqui no Brasil, em que a comunidade de fãs destes gêneros é pequena e sofre com a falta de opções nacionais, os efeitos vão ser sentidos ainda mais.
As primeiras produções na esteira da Trilogia do Anel já começam a pipocar. Afinal, que estúdio não quer ter sua própria produção de 1 bilhão de dólares? A Walt Disney Pictures anunciou esta semana a adaptação de As Crônicas de Nárnia, de C.S.Lewis, que por sinal era um grande amigo de J.R.R. Tolkien, e ainda vêm por aí Fronteiras do Universo, O Guia do Mochileiro da Galáxia, Runelords... São vários, e mais anúncios virão. O que só ajuda a aumentar a oferta de obras dos gêneros nas livrarias: O Guia do Mochileiro da Galáxia, por exemplo, vai ganhar uma reedição em abril, pela editora Sextante. Fora os novos livros de novos autores, que podem encontrar um caminho mais aberto até as prateleiras e um público mais receptivo e maior.
O Senhor dos Anéis também estabeleceu um novo padrão para filmes de fantasia. Por levar a sério a história que estava contando, por dar o tratamento merecido a uma obra tão complexa, Peter Jackson desafiou os próximos diretores de obras do gênero a fazerem um bom trabalho ou sofrerem com as comparações. Chega de coisas do tipo Dungeons & Dragons: fãs de fantasia não são idiotas, não vão engolir qualquer coisa só porque tem um elfo na história.
Essa “onda do Anel” não poderia ter sido mais benéfica para nós, fãs de ficção e fantasia. A espera de mais (boas) opções dos gêneros nos cinemas e livrarias parece finalmente estar acabando. É claro que ainda falta um longo caminho a percorrer até que essa cultura seja popular por aqui, passando por educação e incentivo à leitura. Mas tivemos um bom começo.
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Esta coluna não foi publicada por algumas semanas porque esta escriba estava de férias. Por isso, nem pude comemorar por aqui o anúncio da Trilogia Star Wars Clássica em DVD, o lançamento mais esperado por todos desde o boom dos disquinhos. Agora, já tem até site na rede mostrando o que seriam possíveis designs da caixa. A primeira caixa, para mim, é a mais bonita e mais no estilo da caixa anterior dos VHS.
Para acalmar a ansiedade até setembro chegar, a segunda temporada de Star Wars: Guerras Clônicas estréia de 29 de março, e o DVD com as duas temporadas sai nos EUA no meio do ano (é provável que chegue por aqui). E ainda tem Episódio II – Ataque dos Clones estreando no Telecine no dia 4 de abril. Sauron, com licença: chegou a hora de Darth Vader.
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