|
É preciso salvar o rock. Mas do que?
Por Tatiana Tavares — Quinta, 2 de outubro de 2003
|
|
Bem-vindo ao Sobrecarga, seu destino para as principais matérias sobre Filmes, Séries, Quadrinhos, Música e muito mais... se você puder agüentar!
Use a barra superior do site para navegar entre os assuntos e confira, no final de cada texto, outras matérias relacionadas ao assunto.
Na barra lateral do site você encontra sempre boas ofertas de produtos relacionados ao universo pop, ajude o site visitando nossos patrocinadores.
Volte sempre!
|
Que o rock precisa ser salvo, ninguém tem dúvida. Afinal, quantas vezes você já se deparou com tantas e tantas colunas pop - na web ou fora dela - decretando que esta ou aquela banda chegou para "salvar" o rock'n'roll, que este ou aquele é o "disco do ano"? Dá para fazer uma lista brincando de quem já esteve neste posto em 2003. Interpol, The Rapture, The White Stripes (de novo, desde o ano passado), Kings of Lion e mais recentemente o Libertines são alguns exemplos. A questão é: alguém aí sabe DE QUE MAL o rock sofre para precisar de salvação?
Tudo depende do ponto de vista. Alguns podem achar que os males do rock atual são tantos que não adiantaria nem reza forte para resolver. Mas outros, mais otimistas, acreditam apenas que a fase está ruim como aliás, já aconteceu tantas outras vezes como por exemplo, quando aconteceu o boom da música eletrônica mundial.
O problema é que estes remédios - bandas - milagrosos acabam tendo reinados curtíssimos abrindo espaço para outras e assim por diante. Ninguém - com raras exceções - realmente permanece no topo, crescendo e ganhando mais fãs. Aonde estão os Strokes e seu segundo disco tão pouco comentado? Aonde foram parar The Coral, Hot Hot Heat e outras promessas? E por que isso acontece? Bem, entre outras coisas, talvez porque não se saiba exatamente de que males o rock ou a música pop precisam ser salvos.
Esta coluna então se propõe a fazer uma breve lista de quatro coisas que se fossem extirpadas do cenário rock, poderiam ajudar - e muito - a torna-lo mais saudável:
1) Charlie Brown Jr e seu "Acústico MTV" - Ninguém merece! Chorão e suas letras paupérrimas em versões teoricamente acústicas, mais bem trabalhadas, não dá para aturar. Aliás, vamos combinar que esse tal formato acústico - que de acústico mesmo tem pouca coisa - já deu o que tinha que dar há muito tempo, o que é ruim pois quando uma banda de respeito como o Ira! Anuncia que vai gravar o seu, o pobre ouvinte já torce o nariz, ainda que o resultado tenha tudo para agradar.
2) Genéricos - As bandas do pop nacional estão se especializando em ser genéricas de Charlie Brown, O Rappa e Raimundos. Detonautas Rock Clube, CPM 22 e Tihuana são exemplos da falta de criatividade que impera na produção brazuca. Mas o problema não é só aqui não. Os clones de Pearl Jam, Nirvana e Oasis também se multiplicam em uma velocidade incrível. Bandas como Chavel, "inspirada" em Linkin Park, que por sua vez é clone do Korrn, já nem sabem mais a quem estão "imitando"
3) Revivals - A última novidade é que está previsto para o primeiro semestre do ano que vem o novo CD de inéditas do RPM. Que deus nos ajude! Não é preciso dizer mais nada
4) Colunas pop - Seria mais fácil se menos gente tentasse dizer o que você deve ou não ouvir. As rádios talvez massificassem menos as músicas e poderia haver uma maior diversificação no dial isso, é claro, se o jabá também fosse aniquilado
|