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Fevereiro é o mês dos prêmios
Por Nicole Mezzasalma — Terça, 17 de fevereiro de 2004
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Tenho certeza de que vocês, leitores antenados do SoBReCarGa, estão por dentro de todos os prêmios da indústria cinematográfica que aconteceram e ainda estão para acontecer neste mês carnavalesco.
Já comentei por aqui minhas impressões sobre três dos filmes que começaram o ano como favoritos para carregar as estatuetas carecas do Oscar para casa: Cold Mountain, O Último Samurai e Encontros e Desencontros.
Desses três, no entanto, apenas o último realmente fez juz à fama e deu um show tanto no Globo de Ouro quanto no britânico BAFTA. Bill Murray, consagrado como melhor ator em ambas as premiações, dispara na frente de seus concorrentes como pule de dez para o Oscar.
Não falei sobre O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, mas meus colegas colunistas fizeram um ótimo trabalho nesse ponto, que rendeu um especial sobre o filmaço. E, depois de conquistar o título máximo de melhor filme nas duas cerimônias já ocorridas este mês, a película final da trilogia dirigida por Peter Jackson não deixa dúvidas sobre quem será o grande vencedor no dia 29 de fevereiro (sei que vocês sabem, mas só pra garantir, é o "Dia O").
No BAFTA do último domingo, um azarão papou alguns dos prêmios que O Retorno do Rei levou no Globo de Ouro: Mestre dos Mares, o drama náutico estrelado por Russel Crowe e Paul Bettany (o felizardo marido de Jennifer Connely, pra quem não sabe!), ganhou os prêmios de melhor diretor e vários dos técnicos, elevando as chances do capitão Peter Weir no mundo das apostas para o Oscar.
Apesar de não estar muito bem cotado para levar a estatueta de melhor ator na cerimônia em Los Angeles, Johnny Depp foi o ator mais bem recebido pelos fãs que se aglomeravam em frente ao cinema Odeon, em Leicester Square, aqui em Londres, onde os prêmios BAFTA foram anunciados. Pessoalmente, torço um pouquinho por ele: além de ser fã do trabalho de Depp desde sempre, seu Jack Sparrow é uma das coisas mais engraçadas que passaram pelas telonas nos últimos anos.
Outro favorito pessoal desta que vos fala é Big Fish, o semi-auto-biográfico e fantástico (em todos os sentidos) filme de Tim Burton. Mesmo sabendo que essa preciosa e encantadora fábula moderna praticamente não tem chances no Oscar, aviso desde já que ir ao cinema para assisti-la é obrigatório para todos aqueles que gostam de Burton, têm diferenças com seus pais ou simplesmente nunca cresceram, como eu.
Renée “Bridget Jones” Zellwegger também confirmou seu favoritismo no BAFTA como melhor atriz coadjuvante, mas a vitória de Bill Nighy (o mais hilário personagem da comédia romântica Simplesmente Amor) como melhor ator codjuvante só embolou a mais imprevisível categoria entre as grandes.
Último comentário: não sei se o pungente Touching The Void, vencedor da categoria melhor filme britânico no BAFTA, vai passar no Brasil fora de algum festival de cinema, mas se ele passar por terras tupiniquins e você não tiver coração fraco, assista. Esse documentário sobre dois ingleses em uma mal-sucedida escalada nos Andes é comovente, extremamente bem feito e assustador ao mesmo tempo. Imperdível!
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