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Fragmentos
Por Tiago Cordeiro — Segunda, 29 de janeiro de 2007
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Três anos. Esse é, aproximadamente, o tempo que estou no Sobrecarga. De lá pra cá, um namoro, uma formatura, muitos estágios, trabalhos, amigos – muitos amigos. A proposta inicial de fazer uma coluna só de cinema –então a “Take One” – morreu logo depois que saí do blog Melhores do Mundo, onde escrevia como Blogman. Daí nasceu a “X-Tudo”.
Há duas semanas, meu amigo Artur Vecchi comunicou que o Sobrecarga estaria próximo do fim para que seus responsáveis se dedicassem a outros projetos. Então, essa é a última “X-Tudo”. Daí, ao invés de escolher um único tema, resolvi escrever sobre vários.
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A peça Renato Russo é uma justa homenagem ao cantor. Apesar de muitas vezes ter uma voz que destoa do tom do líder da Legião Urbana, Bruce Gomlevski, compensa com uma impressionante linguagem corporal e uma capacidade de improviso exclusiva de grandes atores. Sem contar o aspecto da semelhança física que só ajuda.
O texto de Daniela Pereira de Carvalho peca algumas vezes pelos seus excessos – como apelar para a relação vinho-sangue-messias – mas cresce especialmente quando homenageia o cantor. Em um tempo de uso cada vez mais gratuito da obra do poeta, é gratificante ver uma homenagem a quem gostava da legião, sem soar banal.
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Inegavelmente a série Lost é sucesso. Tema de capa de revista e uma grande lição do que é escrever um bom roteiro. A série inverte completamente o conceito de começar pela introdução aos personagens e ir para o desenvolvimento da trama. Tudo começa do meio e os flashbacks vão explicando quem é quem.
A grande idéia e ousadia, é apostar na inteligência do espectador. Ele precisa ser atento para entender o que ainda não foi mostrado – e que aquilo não importa naquele momento – e depois conseguir entender quando se mostrar. (mais sobre isso aqui.)
Uma outra grande lição para os aspirantes a escrever uma série nerd: Lost, como Arquivo X fazia, aposta em reviravoltas absurdas e inacreditáveis. O espectador acredita porque está disposto a dar um crédito e esperar como o escritor vai explicar tudo aquilo. Se consegue, é maravilhoso, senão é decepcionante.
O primeiro segredo do sucesso é: não prolongue demais. Quanto mais reviravoltas e tramas absurdas e inexplicáveis, mais explicações você vai ter que dar. Por isso mesmo, os produtores já pensam no final da série. Arquivo X deveria ter feito o mesmo.
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Após a decepção de Superman Returns, fica a torcida para Homem-Aranha 3 coroar o trabalho de Sam Raimi. Desde Richard Donner em Superman I, nunca um diretor havia marcado uma adaptação de um personagem dos quadrinhos de forma tão emocionante. É torcer para que o filme seja sensacional. Raimi merece.
Caros leitores
Nós ficamos por aqui. Para quem não sabe, este colunista também escreve com o pseudônimo de Bugman no blog melhoresdomundo.net. Outro espaço virtual onde você pode encontrar minhas idéias é no Rubens Diz.
Muito obrigado pela sua leitura e consideração. Reclamações e elogios com o editor ou então para tiagorubinho@yahoo.com.br
Até breve.
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