Second Life

Por Márcia Lima — Sábado, 13 de janeiro de 2007

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No terceiro dia do novo ano, teve início um dos programas mais bizzaros da tevê mundial, o Celebrity Big Brother UK 5.

Se, aqui no Brasil, a jogada é confinar 12 desconhecidos em uma casa, observar seu comportamento durante um número x de meses e depois transformá-los em celebridades, na terra da Rainha a coisa é mais simples: jogue 12 caras conhecidas, polêmicas e um tanto quanto decadentes e veja no que dá. Nosso amigo Silvio Santos tentou fazer isto uma vez. Mas não tinha Donny Tourette na casa. Esta é a segunda vez que o vocalista do Towers of London participa do programa.

Donny foi o único motivo que me fez correr atrás dos episódios, diariamente. Não por ser sua fã, ou de sua banda. Muito pelo contrário. Sempre tive uma certa antipatia pelo Towers Of London e, claro, por seu vocalista cuja arrogância é claramente inspirada em Liam Gallagher. Mas, por outro lado, a estadia do loiro-glam inimigo número um dos ingleses seria motivo de encrenca e diversão na certa.

Pobre Donny. Ao sair do carro, no início do primeiro episódio, foi recebido por uma platéia hostil. Eles também não gostam do vocalista. A trilha de fundo é Rock'n Roll Star, do Oasis. Ele decididamente não está sóbrio e briga com fotógrafos e platéia. E ainda nem sabe o que o espera. Os colegas de casa incluem um irmão de Michael Jackson (Jermaine Jackson), a ex Miss Grã-Bretanha (Danielle Llyod) envolvida em escândalos sexuais, um diretor de cinema (Ken Russell, famoso pela ópera-rock Tommy, do Who), uma cantora pop (Jo O’Mara), um cantor pop (Leo Sayer), uma atriz da famosa Bollywood (Shilpa Shetty), uma jornalista (Carol Malone), um dançarino/vocalista (Ian “H” Watkins) que quer provar que mudou desde sua ultima banda, Steps, uma apresentadora de talk show (Cleo Rocos) e Dirk Benedict, da série Battlestar Galactica. Dirk, pareceu o mais sensato. Antes de entrar na casa, falou: "Agora começa a tortura."

Imagine você, indie/emo/punk, ou qualquer outro tipo naturalmente pouco sociável, com sua calça skinny, tênis, camisetinha, jaqueta, etc. em uma reunião de coroas, cada um querendo mostrar o quão importante é no mundo das celebridades, vestidos para uma festa de gala, rindo histericamente, falando sobre assuntos que não te interessam e sendo completamente desinteressantes. É de surtar, não?

Enquanto você está numa grande casa, com espaços para se refugiar e não falar muito, até aí tudo bem. Mas, em seguida, uma polêmica vencedora do programa voltou para a casa, trazendo junto o namorado e a mãe. Difícil dizer qual das duas é mais surtada. Multiplique as risadas e os assuntos absolutamente enervantes por mil. Então mande 8 moradores para uma casinha modesta, pobre mesmo, com o mínimo de condições. Donny estava entre os 8. Logo eles ficam sabendo que terão de servir à vencedora que agora está na casa luxuosa do Big Brother com a família e os três remanescentes (a atriz indiana, o imão de Michael Jackson e o diretor de cinema). Servir durante as 24 horas do dia, vestidos como empregados. Assim que a notícia chega a casa Donny, que trocou poucas palavras durante estes três primeiros dias, a maioria delas censuradas, descobre um muro baixo, pede ajuda do dançarino H, alcança o outro lado e dá adeus.

"Eu ficava imaginando", disse ele em entrevista recente "o que os caras do Oasis diriam: 'Saia daí imediatamente!', é isso que eles diriam! Claro que não foi cool, porque eu entrei na casa. Então já tinha vendido a alma, mas eu ainda tenho um pouco de integridade. Agora, se eu me vestisse como um cretino para servir chá, então eu não poderia olhar Liam Gallagher nos olhos."

E essa foi a curta passagem de Donny pelo mundo das celebridades. É divertido, procure na web.


- Apple Inc. -



Terça-feira, 9h15 da manhã. Um homem chega ao palco tranquilamente. Calça jeans e camisa característicamente uncool. Ao fundo, a tela de apresentações traz uma pequena maça mordida. Ele não é rock star, ator ou símbolo sexual mas uma platéia fascinada, de aproximadamente 4.000 pessoas, entre elas jornalistas, geeks e nerds em geral, aplaude seu herói, Steve Jobs:

"We're going to make some history together today." , diz.

De todos os acontecimentos do novo ano nenhum foi mais impactante do que o Macworld 2007, feira que aconteceu na California entre 8 e 12 de janeiro, onde nosso amado (meu amado?) Steve Jobs, diretor-presidente da Apple Inc., antecipou as novidades que vão melhorar nosso mundo nerd entre elas, o iPhone.

Steve Jobs prendeu a atenção da platéia durante as duas horas de apresentação, onde o híbrido de iPod com telefone celular foi a cereja no topo do bolo. O iPhone não tem teclas, seus comandos são touchscreen, ou seja, você desliza o dedo sobre a tela e destrava o aparelho. Clica no ícone e faz uma ligação, vira o aparelho e a tela se adapta ao formato widescreen. Embalado em 11 milimetros de espessura, capacidade de 4 ou 8 gigas, usando sistema operacional OS X, tecnologia WiFi, Google Maps, Safari como browser, Yahoo Mail, vídeos de alta definição, álbum de fotos incrivelmente dinâmico e capas de disco que desfilam pelo visor são apenas algumas das características que tiraram o fôlego dos 4.000 participantes, naquela manhã.

O preço? 500 dólares o modelo de 4GB. 600 dólares, 8GB.

A apresentação está disponível no iTunes e nos sites de compartilhamento. Mas, se você quiser um resumo rápido, confira o vídeo abaixo:




- Second Life -



Que tal falar dos lugares espertos para a comunidade indie do Second Life? A idéia não é original, eu sei. O colega Adam, da Reuters, foi o pioneiro, levando uma sucursal da publicação para a outra realidade. E, no Brasil, dois jornalistas do site G1 fazem a cobertura de tudo o que acontece de mais importante por lá. Mas, supondo que você ainda não esteja totalmente por dentro desta segunda vida, uma breve explicação:

Para entrar no Second Life você precisa baixar um pequeno programa, criar uma conta e uma vida. Nome, sobrenome, gestos, roupas e toda a personalidade do avatar é escolhida pelo "jogador" e pode ser modificada ao longo do tempo. As aspas na palavra jogador significam que o Second Life não é propriamente um jogo. Você não passa de fase, não enfrenta montros, catástrofes ou ameaças de qualquer tipo. Pelo menos não ainda. Parece com The Sims? Parece. Mas é muito melhor.

Este mundo virtual - uma espécie de mix entre Orkut, Messenger e Myspace, com cara de joguinho de videogame - atraiu, até o fechamento desta coluna - o impressionante número de 2,528,531 residentes. Pessoas que abdicam da "vida real" e passam horas, muitas horas, em frente ao computador trabalhando, ouvindo música, alugando apartamentos, construindo casas e lojas, fazendo filhos, pedindo dinheiro, apostando, bebendo, fumando, indo a boates, lojas, exposições - tudo virtualmente, claro.

E, como na vida real, RL como é chamada, o dinheiro move o Second Life. Você pode construir uma casa, desde que tenha cartão de crédito internacional e conta premium. Ou você pode alugar apartamentos ou salas comerciais e pagar por semana. O dinheiro é chamado Linden Dollar e você pode comprar dos cambistas, ou no site oficial. Você pode ganhar trabalhando no comércio em geral, ou respondendo pesquisas. Cada 300 lindens equivalem a 1 dólar, aproximadamente.

Se você está lá a pouco tempo, e não tem dinheiro, mas quer uma roupinha bacana, um carro ou um cigarrinho, pode procurar lugares parecidos com depósitos, onde programadores disponibilizam caixas de coisas grátis. Ou pode descolar um emprego como DJ. Opções são infinitas.

Uma novidade que sacudiu o mundo nerd, semana passada, foi a seguinte: o software do Second Life passa a ser código aberto, assim como acontece com Linux, Firefox e tantos outros programas que amamos.

Como o Orkut, o Second Life está começando a ser tomado pelos brasileiros. Uma notícia de que o jogo seria lançado oficialmente no Brasil, totalmente traduzido, a partir do dia 27 de janeiro, foi divulgada pela empresa Horus, responsável pela assessoria do game online. A nota comenta que cenários nacionais como Copacabana, Cristo Redentor, MASP e Parque do Ibirapuera estarão presentes nas ilhas brasileiras. No mesmo dia, a empresa enviou e-mail desconsiderando a nota, sem qualquer explicação adicional. O que isso quer dizer? Não sei.

Acredite se quiser. O Second Life conta com mendigos. Vestido à "caráter", com uma garrafa de bebida alcóolica na mão, o indivíduo aborda estrangeiros pedindo qualquer quantia em dinheiro, ou um objeto. Ele é brasileiro, no caso de você estar se perguntando. Por que uma pessoa dona de um computador minimamente potente (o software não roda em máquinas antigas), banda larga e conhecimento suficiente para entrar no programa cria sua segunda vida como um mendigo? Não sei.

Outra forma antiga de ganhar dinheiro - a prostituição e a exploração dela - também é parte integrante do pacote. Você caminha pelo centro da ilha brasileira e é abordado por garotas de programa. Hippies vendendo bijuterias, patricinhas enlouquecidas em shopping centers, bad boys brigando com emos, jornalistas fazendo entrevistas com monstros (É. Além de homem e mulher existe a opção de ser um monstro) Tudo o que existe na RL está no Second Life.

A comunidade indie ainda é pequena. Você encontra uma porção de lojas especializadas em artigos de rock, turmas góticas e saudosistas dos anos 60, mas indies são raros. Existem espaços sendo construídos como é o caso do Alt 7, um barzinho que toca indie rock mas permanece vazio. O Club Broken também merece uma conferida. O slogan é: We hurt so you dont have to. Ou seja, emo. O clube oferece cerveja grátis, uma pista de skate e música que vai do indie ao punk passando pelo industrial.

Shows ao vivo podem ser conferidos em pelo menos dois lugares: Dmusic (que conta com uma incrível árvore de dinheiro (!)) e na ilha Muse. Micro indie, Refuge Bar também garantem a diversão. Mas o melhor lugar até agora é o Listening Loft, da Regina Spektor. Spektor foi uma das primeiras a fazer uso da nova tecnologia e seu apê é um dos mais descolados do local. Um loft pequeno, decorado com alguns sofás, cama, fotos, um rádio e o disco novo, Begin To Hope, para ser ouvido na íntegra enquanto você bate um papo com algum fã que eventualmente passe por lá.

(Não esqueça de mandar um oi virtual para esta colunista cujo sobrenome no Second Life não poderia ser outro senão Nakamura, em homenagem a nosso querido Hiro.)


- The View -



The View, nossa principal aposta para 2007, chegou à capa da NME. A matéria New Noise 2007, que teria tudo para ser ótima, decepcionou - e muito. Entre fotos enormes e pouco texto, o editor James Jam apresentou 10 bandas que estão em seu radar: The View, The Twang, Blood Red Shoes, Mumm-Ra, The Pigeon Detectives, Enter Shikari, Cold War Kids, Tokyo Police Club, Paramore e The Enemy.

The View e Tokyo Police Club já são velhas conhecidas desta coluna. Sugiro que você procure Mumm-Ra, The Pigeon Detectives e The Enemy, não mudarão sua vida, mas são diversões garantidas para o final de semana.

(:




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Game > Jogo Xbox 360 N3: Ninety-Nine Nigths
Informática > Unidade de Disco Rígido Sata II 160GB 7200RPM
Livro > Superdicas Para Vender e Negociar Bem (Carlos Alberto Julio, Weberson Santiago)
CD > 40 Anos: ao Vivo (Mpb 4)
DVD > MTV Unplugged - Shakira (Shakira)
Game > GameCube Lego Star Wars

 

 


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5ª Temporada - 6 DVDs

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