Bond quê?

Outro dia estava conversando com meu tio (que, assim como eu, é super fã dos filmes do
James Bond) e como ele não tinha visto o trailer do novo
Cassino Royale , resolvi sentar no computador e assim assistimos juntos. Qual não foi minha surpresa quando no meio do trailer ele me perguntou:
“Mas esse é o James Bond? Pensei que era o inimigo!! Esse ator tem cara de espião russo....e malvado !!” :).
Eu não poderia concordar mais, já que, há tempos, tinha batido minha cabeça 007 vezes na parede quando descobri que, depois de vários meses de enrolação para selecionar o “novo” Bond, os produtores escolheram
Daniel Craig, um ator loiro, com cara de russo e bad boy. James Bond agora tem cabelos espetadinhos da moda e barriga de tanquinho (apesar de ser descrito nos livros de
Ian Fleming como um expert apreciador de bebidas)!!
Tenho certeza que devem ter pessoas que estão pensando agora:
Mas esse mané não sabe que esse filme se passa quando o personagem era mais novo, antes de se tornar 007? Eu sei e continuo com a mesma opinião. Má escolha de ator. O mesmo tipo de escolha errônea que trouxe George Lazenby no pior filme da série do agente secreto
007 - A Serviço Secreto de sua Majestade. Pergunta: quanto tempo durou Lazenby no papel? Resposta: um filme apenas. Saldo: milhões de fãs insatisfeitos pela má escolha do ator.
O que será que passa na cabeça dos produtores nessa hora da escolha final? Talvez seja algo do tipo
“Vamos escolher o candidato mais improvável, só para mostrar o quanto somos independentes e não nos deixamos influenciar pelos fãs hardcore” . O que eles não percebem, e isso é o que mais me deixa irritado (junto com outros milhares de pessoas), é que são estes fãs que promovem o filme, compram as mercadorias, propagam a saga e ficam ansiosos para ver o próximo passo do famoso agente secreto. E o que eles recebem em troca dessa devoção ao personagem? Um “passa moleque”, típico de quem se acha na posição de ignorar e não encantar o espectador. Basicamente é o mesmo que dar a um neném faminto uma taça de vinho. É requintada, de boa safra, mas não é o que o guri está querendo. :)
É por isso que ainda dou graças aos céus por essa onda hollywoodiana (que espero que não passe nunca) de diretores que focam sua visão de obra na apreciação do filme por parte de seu público alvo e não o contrário, forçando ações e atores que desagradarão os que esperam um produto final a altura de sua expectativa. Portanto, viva Sam Raimi, Bryan Singer e Christopher Nolan !!!! Yey !!!
Para finalizar essa parte da coluna devo dizer que sinceramente espero que eu esteja errado. Percebam que o filme nem estreou e este colunista ainda não assistiu o filme, baseando esta parte da coluna e reclamação apenas nos trailers e posters divulgados pela mídia internacional. Portanto, sinceramente, espero que desta vez eu esteja errado, que o filme seja extraordinariamente renovador para a franquia 007 e que o “novo” Bond seja extremamente interessante (apesar de agora, graças ao meu tio, não conseguir olhar para Daniel Graig e não ver um espião russo malvado) :) .
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Já que não tem cão, caça com fan film
Frase esquisita, certo? Mais eu explico.

Sabe quando você morre de vontade de ver o seu herói na telona, ao vivo e em cores, mas nunca consegue achar nenhuma indicação de que os grandes estúdios estão desenvolvendo projetos com heróis diferentes dos “maiorais comerciais” tipo
Batman, X-Men, Superman, etc.? Se você é um destes fãs que não tem paciência com a suposta boa vontade de Hollywood , seus problemas acabaram ! :).
Hoje em dia, existe uma verdadeira indústria (não lucrativa devo salientar) de criação de fan films (nome dado aos curtas metragem e trailers feito por fãs e para os fãs) que, mesmo ainda operando “underground”, tem destaque justamente porque conseguem realizar rapidamente o sonho de ver heróis não cotados como comerciais em “live action” ou mesmo os heróis mais tradicionais atuando em cenários que dificilmente veríamos na telona.
Imagine ver Superman lutando contra
Jason Voorhees, ou Batman e
Robocopjuntos contra o submundo do crime? Ou ainda ver inúmeros super-heróis que nunca puderam ter sua versão carne e osso como
Besouro Azul, Gladiador Dourado, Poderosa, Lobo, Watchmen , entre outros, em suas aventuras solo? Para isso acontecer na real indústria cinematográfica, esses cenários levariam anos de burocracia, papelada, direitos autorais, etc. Mas não para o pessoal que faz os fan films. Eles, com pouco dinheiro, pouca estrutura, mas muita devoção ao seu projeto, trabalham literalmente a célebre frase de
Glauber Rocha :
“Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”, trazendo para nós, fãs que contam os minutos para uma estréia de filme de super-herói, novas opções.
Dentro desta salada de liberdade criativa, é obvio que apareçam coisas horripilantes e sem noção artística nenhuma, tais como gordinhos interpretando Superman, uniformes de Batman feitos com pano de prato ou até os propositadamente humorísticos, como o engraçado
Superman X Wonder Woman.
Porém, se você nunca viu um bom fan film produzido, não sabe do potencial que estou falando. Minha sugestão para você: procure direto os melhores, que na minha opinião são:
Grayson de
John Fiorella,
The Lobo Paramilitary Christmas Special de
Scott Leberecht ,
Patient J de
Aaron Schoenke e
Batman: Dead End de
Sandy Collora, onde o cavaleiro das trevas luta até com os personagens
Alien e
Predador.
Boa “caça” aos fan films!
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Ultimate Wolverine Fã
Como o tema de hoje são os fãs, dêem uma conferida neste rapaz (que eu encontrei na internet), que na minha opinião é, provavelmente, o fã mais fervoroso de Wolverine, o nervosinho herói dos X-men:
Outch! Isso deve ter doído. Me pergunto como este cara faz para coçar o ouvido...
Um abraço e até a próxima coluna!