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Senhor dos Jogos
Por Fabiano Silva — Quarta, 24 de dezembro de 2003
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Não tem como escapar: este é o final de ano da fantasia. Os únicos elfos importantes são os elfos de O Senhor dos Anéis. Faltam poucas horas para a estréia do último capitulo da trilogia, e todos os fãs devem estar como eu, contando os segundos. Enquanto o momento tão esperado não chega, vamos continuar no clima da Terra Média, revendo os jogos baseados na obra de Tolkien. Nesta primeira parte, vamos analisar como Tolkien está sendo tratado pelas empresas de jogos.
A verdade, dura para os fãs, é que até agora nenhum jogo conseguiu chegar perto do nível dos livros ou filmes. O objetivo dos jogos é simplesmente ganhar um pouco de dinheiro com o entusiasmo dos jogadores depois do sucesso dos filmes. Falta nos jogos a paixão que PJ colocou nos filmes, a emoção de criar um jogo no mais importante cenário de fantasia, falta Terra-Média nos jogos de O Senhor dos Anéis. Alguns jogos lançados há mais de 5 anos conseguiram recriar o clima de Tolkien para os computadores melhor que os jogos atuais. Não chega a ser surpreendente, já que a grande maioria das adaptações de obras famosas não faz sucesso em suas versões virtuais.
O que acontece com esses jogos é um processo contrário ao dos grandes filmes: primeiro você tem a idéia e depois começa a trabalhar no projeto. Nessas adaptações, a empresa compra os direitos do filme (ou livro) e os designers precisam criar algum produto com a licença, qualquer produto... Resumindo, não são jogos sobre O Senhor dos Anéis, onde o potencial da obra é transportado para o computador ou videogame. Se trocar os elfos por ingleses não faz grande diferença, os orcs poderiam ser robôs que o jogo continuaria igual. É mais um RTS, mais um jogo de ação.
Outra característica dos jogos são as suas duas licenças distintas. A Vivendi Universal tem os direitos sobre os livros e a Electronic Arts tem os direitos sobre os filmes. Por isso, os jogos das duas empresas são tão diferentes. Cada uma tem suas vantagens: a Vivendi pode lançar jogos sobre O Hobbit ou jogos sobre outras épocas, mas não pode usar as imagens dos filmes; já a Electronic mostra os heróis como eles ficaram conhecidos em todo o mundo, mas não pode contar outras histórias diferentes das que já foram vistas no cinema. A Electronic Arts sai na frente, já que quando se fala em Aragorn, hoje em dia, é difícil não pensar em Viggo Mortensen. Os jogos da Vivendi acabam parecendo cópias, ou jogos não oficiais.
Agora que já exploramos tudo o que está por trás dos jogos, vamos ao que interessa: uma análise de todos os jogos lançados nos últimos anos sobre a Sociedade do Anel e Sauron. Começando na próxima semana...
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