Garagem Hermética: entrevista e preview

Por Marcelo Tavela — Quinta, 3 de agosto de 2006

Bem-vindo ao Sobrecarga, seu destino para as principais matérias sobre Filmes, Séries, Quadrinhos, Música e muito mais... se você puder agüentar!

Use a barra superior do site para navegar entre os assuntos e confira, no final de cada texto, outras matérias relacionadas ao assunto.

Na barra lateral do site você encontra sempre boas ofertas de produtos relacionados ao universo pop, ajude o site visitando nossos patrocinadores.

Volte sempre!

Hermético significa algo completamente fechado. O oposto do que se propõe a Garagem Hermética, nova revista em quadrinhos lançada pelo coletivo Sócios LTDA. Tanto que eles liberaram a história Onde estão os tatus-bolinha? para ser difundida via licença do Creative Commons. E esta história que acompanha a entrevista com o "Homem-Grilo" Cadu Simões e com Roberta Bronzatto, que fazem a Garagem junto a Camila Torrano, Bernard Blazek, Edu Mendes, Fabio Silva, Felipe Cunha, Harriot Jr, Kleber de Sousa, Luigi Colafigli, Nobu Chinen, Rodrigo Alonso, Rodrigo Taguchi, Ingrid Marastoni, Daniela Kasawaka e Juvenal Lopes Filho.

Com formato 23x15 cm, 28 páginas p&b em papel offset, capa colorida e custando R$ 3 mais as despesas de envio – contate a galera pelo e-mail garagemhermetica@gmail.com –, a Garagem Hermética será lançada no dia 19 de agosto, durante o II Enquadrando (mais sobre ele em breve), na Gibiteca Henfil – Centro Cultural São Paulo: rua Vergueiro, 1000, São Paulo.


A esta altura, o Moebius já deve estar tomando as providências legais contra vocês. Mas, brincadeiras à parte, por que o nome Garagem Hermética?

Cadu: Pô, se o Moebius realmente processar a gente, vou fazer questão de emoldurar o processo e pendurar na parede do meu quarto. Mas bem, o nome Garagem Hermética foi escolhido justamente como referência a sua genial obra. Ele não se prendia a nenhum tema, gênero ou modelo narrativo na construção, é isso também o que pretendemos fazer nas HQs que irão compor a nossa Garagem. Não se ater a um modelo específico pode ser um grande erro, já que variedade e diferença entre os estilos das histórias, dificilmente o leitor irá gostar de todas. Mas também dificilmente haverá alguma que ele não curta. E a Garagem, mais do que qualquer outra coisa, será um grande laboratório onde poderemos experimentar e aperfeiçoar nossas habilidades até chegar num ponto em que poderemos dizer, sem sombra de dúvidas, que possuímos um nível profissional, que não deve em nada a qualquer outra HQ no mercado.

Outro motivo da escolha do nome é que a palavra Garagem sempre esteve associada a trabalhos independentes e undergrounds, como é a nossa revista. Sabe, eu duvido muito que uma revista em quadrinhos que tem uma HQ cujo o protagonista é um tatu-bolinha viesse a ser publicada por alguma editora mainstream – talvez se fosse um tatu-bolinha radioativo, a Marvel até se interessasse.

Roberta: O que eu considero mais interessante é o fato de que, como pretendemos manter os mesmos colaboradores, acreditamos que o público acompanhará o crescimento artístico de todos os envolvidos. Se a Garagem é um laboratório, os leitores vão ser capazes de assistir ao refinamento de nossas experiências até o ponto em que, esperamos, atingiremos a "fórmula" perfeita.


Como toda essa galera foi arregimentada para a revista? Como efetivamente surgiu a Garagem Hermética?

Cadu: Com exceção da Camila Torrano, do Felipe Cunha e do Rodrigo Alonso, o resto da galera se conheceu durante um curso de história em quadrinhos que fizemos no segundo semestre de 2005, na Gibiteca Henfil, ministrado pelo Jal, Gualberto Costa, Waldomiro Vergueiro e Sônia Luyten. Nós éramos a galera que costumava sempre depois das aulas fazer um happy hour no bar em frente ao Centro Cultural São Paulo. E, muitas vezes, a gente ficava bebendo no bar mesmo durante as aulas (eu só espero que os nosso professores não leiam isso). Bem, o que aconteceu foi que entre copos de cervejas e porções de salgadinhos, resolvemos que queríamos fazer algo juntos de forma que pudéssemos nos divertir e ganhar muito dinheiro. Como montar um puteiro na Augusta exigia um capital inicial maior, decidimos publicar uma revista em quadrinhos mesmo, já que a diversão seria praticamente a mesma e só a parte do “ganhar muito dinheiro” não seria lá muito garantida.

Mas falando sério, resolvemos montar um grupo de produção de quadrinhos chamado Sócio LTDA (em homenagem ao dono do bar em cujas mesas nos embriagávamos, que costumava chamar todos os seus fregueses de sócios). Nosso primeiro trabalho foi um fanzine chamado Curta Mangá, que fizemos especificamente para venda nas feiras realizadas nos eventos de anime e mangá que rolam por São Paulo. Como conseguíamos trabalhar muito bem em grupo, resolvemos tentar algo mais ousado, e aí surgiu a idéia da Garagem Hermética. Aliás, no fim do ano, pretendemos também publicar um segundo número do Curta Manga, nos mesmo moldes da Garagem. Ah, e ainda não desistimos da idéia do puteiro.

Roberta: Ai, Cadu, como é que você expõe o nosso plano milionário assim? Falando sério mesmo, a Garagem foi também uma necessidade: a maioria dos nossos quadrinistas produz um material de caráter mais underground, enquando o Curta Manga é voltado para o público de mangá. Assim, não poderia comportar a produção da maioria dos integrantes. Dessa maneira, criamos um outro título para dar vazão.


Vocês conseguiram ser publicados. Qual o caminho? Que dicas e avisos vocês podem dar para quem quer fazer o mesmo?

Cadu: Acho que o caminho é publicar uma revista em quadrinhos você mesmo, porque se você for esperar que uma editora o publique – ainda mais se você for um total desconhecido como nós – irá esperar a vida toda. Se você for apenas roteirista como eu, é até mais difícil que alguma editora se interesse pelo seu trabalho, já que elas só aceitam projetos prontos. Aqui vai uma dica para o aspirante a roteiristas: não perca seu tempo enviando seus roteiros para os editores; eles nem lêem. A melhor coisa que você pode fazer é tentar arranjar alguém para desenhar seus roteiros e criar um fanzine. No começo será difícil achar um desenhista que se interesse em ilustrar as suas histórias, mas sempre há um ou outro que gosta de se concentrar nos desenhos e prefere deixar a construção da história para uma outro. Assim, com um fanzine pronto, fica mais fácil mostrar para as pessoas a sua história. Isso também vale para o desenhista. Um editor sempre irá preferir muito mais ver os seus desenhos em uma HQ finalizada, com começo, meio e fim, do que um monte de pin-ups e páginas soltas numa pasta, já que ele poderá ter uma noção muito maior de seu domínio sobre a narrativa e a quadrinização da história.

E o ideal mesmo é você se juntar a um grupo, pois assim é possível ousar um passo maior e imprimir uma revista em gráfica, mesmo com tiragem pequena como estamos fazendo. Os custos podem ser divididos entre os membros do grupo e ficam bem menores do que se você fosse bancar isso sozinho. Ou seja, publicar uma revista em quadrinhos não é algo muito difícil de fazer. Agora, manter uma revista por vários números já é outra coisa, bem mais complicada. Só espero que a Garagem Hermética não seja mais uma revista em quadrinhos brasileira que sofrerá da maldição do número um.

Roberta: É, conseguir ser publicado não descreve com exatidão a nossa situação: nós nos publicamos. Parece difícil, mas não é. Você só tem que saber que muitas noites de sono serão perdidas e o stress de diagramar uma revista, fazer orçamentos e todas as outras etapas do exigem dedicação e comprometimento, e há momentos em que dá vontade de atirar em alguém. Outro ponto problemático é que esse tipo de trabalho exige um certo investimento inicial, mas vale lembrar que o valor depende do tipo de produto que você for produzir. O Curta Manga tinha 18 páginas com capa p&b e foi feito na base da fotocópia mesmo. Saiu barato. A Garagem Hermética já vai sair em um formato maior, com mais páginas, capa colorida e impressão offset. Claro que o custo subiu, mas como somos um grupo de 12 pessoas e alguns colaboradores, essa despesa tornou-se gerenciável. O ponto é não desistir, não porque sempre vai dar certo para todo mundo, mas sim porque é algo que você deve tentar fazer. Produzir histórias, publicá-las, ter contato com o seu público e detectar seus pontos fortes e deficiências é a forma mais eficaz de avaliar seu trabalho e fazê-lo progredir em alcance e qualidade.


No editorial da revista, é dito que, no Brasil, se é underground por natureza, e não por opção. Vocês acham que isto pode mudar?

Cadu: Pode. Tem que mudar. Mas isso só vai acontecer se as editoras, principalmente as grandes, começarem a investir maciçamente nos quadrinistas independentes que “proliferam” pelo Brasil todo. Do contrário, essa produção de quadrinhos continuará underground. O que é uma pena, pois o nível dos quadrinhos que estão sendo produzidos é muito bom. No entanto, essas HQs não chegam à grande massa de leitores. A maioria deles não tem nem consciência dessa produção toda. Eu mesmo não tinha até uns seis anos atrás, quando comecei a fazer meus fanzines e a entrar em contato com outros fanzineiros e quadrinhistas independentes de várias partes do país.

Roberta: Acho que devemos acrescentar que a grande mudança, o grande desafio, é também aumentar o alcance do formato. Não é só a dificuldade de publicar histórias que faz com que o número de lançamentos e as tiragens no Brasil sejam baixos. Falta público também. As histórias em quadrinhos, no Brasil, são o veículo de cultura de massa com menos "massa" de que se tem notícia, se não contabilizarmos a Disney e a Turma da Mônica. É muito curioso notar que quase todo mundo lê HQ quando criança, mas poucos levam esse hábito para a frente. Sem um público que se interesse por histórias em quadrinhos mais "adultas", não há como deixar de ser underground. Precisamos aumentar o número de leitores do formato, fazer a grande massa adulta entender esse tipo de arte. Acredito que esse seja o maior problema, já que o atual público consumidor de HQ não seria suficiente para dar vazão a uma produção alta, mesmo que editoras de renome começassem a publicar um grande número de títulos nacionais. Esse público tem aumentado, mas acredito que ainda não tenhamos alcançado a totalidade do número de leitores potenciais de quadrinhos.


Além de publicar as tiras aqui no SoBReCaRGa, o Cadu tem site para seus quadrinhos do Homem-Grilo; a Camila Torrano usa o Devianart. Quais outras formas de aparecer na internet?

Cadu: Acho que um blog também é uma boa forma de publicar quadrinhos na internet, principalmente para a publicação de tirinhas, como é o caso do Rakkar, do Fabiano Pallante (que, aliás, também publica aqui no SoBReCaRGa), ou do Tiras Nacionais, que reúne diversos quadrinistas diferentes de várias regiões do país.

Roberta: Nós tínhamos no ar um blog de cada publicação, tanto do Garagem Hermética quando do Curta Manga. Com o crescimento da idéia, estamos montando um blog do grupo Sócios LTDA, que apresentará páginas com material das duas publicações, além de ilustrações, tiras e matérias de interesse na área. Esse site será bilíngue e deve entrar no ar muito em breve. O endereço, caso alguém já queira dar uma espiada, é http://socios.dracron.com.


A história Onde estão os tatus-bolinha? pode ser lida na internet sob a licença do Creative Commons. Como vocês vêem esse tipo de divulgação?

Cadu: Acredito que a internet é uma grande ferramenta de propaganda para os quadrinistas independentes. Vejo muita gente dizendo que disponibilizar uma HQ na internet é besteira, pois a pessoa irá lê-la e deixará de comprar a revista, mas acredito que seja justamente o contrário: se a pessoa ler e gostar, certamente vai querer comprá-la. Sabe, ler uma HQ no monitor do computador, principalmente se for uma história muito longa, é uma tarefa bem incômoda. Então, enquanto não começarem a comercializar algum tipo de “papel eletrônico”, no qual você poderia baixar essas HQs para o aparelho e ler como se fosse uma revista em quadrinhos normal, as pessoas continuarão comprando a velha revista de papel, grampo e tinta, por mais que as histórias estejam na internet. Isso sem falar no velho hobby de colecionar gibis, o que é impossível com uma HQ virtual.

A licença Creative Commons é uma excelente contribuição pra este tipo de divulgação na internet, já que ela permite ao autor determinar previamente condições específicas de como sua obra deve ser distribuída ou reproduzida, sem que isso afete os seus direitos autorais sobre ela. A licença é também um ótimo mecanismo para a construção de obras coletivas ou derivadas de alguma outra. Você pode, por exemplo, criar uma história em quadrinhos com o Homem-Grilo, ou qualquer outro tipo de obra artística com o meu personagem, e nem precisa pedir a minha autorização para isso. Basta seguir as instruções da licença que estão aqui.

Esse é o caso também do Capitão Presença, personagem criado pelo meu vizinho no Gardenal.org, Arnaldo Branco. Se eu não me engano, ele criou o personagem de forma despretensiosa. O Capitão só começou a alçar vôo mesmo quando diversos quadrinistas começaram a dar a suas contribuições, o que acabou resultando no recente álbum que foi publicado pela Conrad. Aliás, isso me lembra que eu ainda tenho que fazer uma tira de crossover entre o Capitão Presença e o Homem-Grilo.


De onde saiu a idéia das balas-dadinho como brinde?

Cadu: Foi o Harriot. Ele é muito bom pra ter essas idéias inusitadas, principalmente quando está bêbado. Aliás, a idéia inicial era distribuir como brinde um tatu-bolinha vivo, mas infelizmente não encontramos nenhum. Eles realmente desapareceram.

Roberta: Sim, nosso marketeiro pessoal, o Harriot, é muito bom, mesmo quando sóbrio. E quem leu a história que foi distribuída junto com a bala-dadinho, pôde observar que o brinde tinha tudo a ver com a história. E, só para constar, achamos alguns tatu-bolinhas desde então. Acreditamos que eles resolveram voltar a ativa quando descobriram que têm tudo para se tornarem ídolos underground.


Onde comprar a Garagem?

Cadu: Iremos deixar a Garagem Hermética em algumas comics shops de São Paulo. Também venderemos a revista pela internet. Para isso, basta encomendá-la pelo e-mail garagemhermetica@gmail.com. A revista custa R$ 3,00 mais o frete dos correios. E se a pessoa morar em Osasco, eu ainda tenho a moral de levar a Garagem pessoalmente na casa do sujeito.


Pra acabar: deixa uma recomendação de título ou série que vocês acompanhem.

Cadu: Já faz um bom tempo que não acompanho nenhuma série em quadrinhos. Infelizmente, meu miserável salário de professor de história não me permite mais ter esse “luxo”. Geralmente, deixo para comprar quadrinhos em sebos ou então quando acontece alguma feira ou evento no qual seja possível encontrar as HQs com desconto. Mas o que eu ando acompanhando com freqüência mesmo é a produção de fanzines e quadrinhos independentes. Existem três que eu gostaria de destacar: O Contínuo, que na minha modesta opinião é uma das melhores revistas em quadrinhos sendo publicada atualmente no Brasil; a Quadreca, cuja última edição está espetacular; e a Mosh!, que infelizmente acabou. Mas parece que o Renato Lima já está preparando uma revista nos mesmo moldes para substituí-la, chamada Jukebox. Ainda há várias outras que vale a pena recomendar, como a Areia Hostil, Manicomics, Tarja Preta, No FioFó todo Dia, Subterrâneo, Orbital, etc. São tantas HQs independentes de qualidade que certamente daria pra preencher mais uma página simplesmente citando-as.

Roberta: No momento, estou lendo todo o Monstro do Pântano da fase do Alan Moore. Também estou absolutamente encantada com uma graphic novel chamada Blankets, do Craig Thompson, cuja arte e roteiro são absolutamente fantásticos e que, infelizmente, tem poucas chances de ser publicada por aqui em virtude do número de páginas, em torno de 580. Acredito que outro bom título seja Estranhos no Paraíso, de Terry Moore, que já teve algumas edições por aqui mas cuja publicação não teve seqüência e que agora, depois de 10 anos, está chegando ao fim lá fora. ¤


Clique nas imagens para ampliá-las





COMPRAS
Livro > One Piece - 65 (Eiichiro Oda)
Livro > O Tico-Tico: Centenário da Primeira Revista de Quadrinhos do Brasil (Opera Graphica (ed.))
Livro > O Grande Livro dos Mangás (Alfons Moline)
DVD > DVD Elektra + Revista em Quadrinhos Elektra (Jennifer Garner)
Livro > Zap Comix (Robert Crumb)
Livro > Turma da Mônica Jovem (Mauricio De Souza)
Livro > Gênesis (Robert Crumb)
Livro > Quadrinho a Quadrinho (Mauricio De Sousa)

 

VEJA TAMBÉM...
30/01 > Capas da oitava temporada de Buffy em quadrinhos
30/01 > A nova Tropa Alfa
30/01 > Nós Lemos: Astro City – O Anjo Caído
30/01 > Um nova e confusa imagem da DC
29/01 > Conrad lança Revolução de Milo Manara
24/01 > Folheteen tem múltiplos lançamentos
22/01 > Os "Novos" Novos Vingadores
22/01 > Panini em 2007: Marvel e DC
22/01 > Devir em 2007: Tartarugas Ninjas e muito mais
22/01 > Turma da Mônica pela Panini já está nas bancas
19/01 > Devir lança Incal Volume Três
19/01 > Nas livrarias: Preacher: Orgulho Americano
17/01 > Mangá de Fullmetal Alchemist será lançado no Anime Dreams
17/01 > Nós Lemos: Preacher – Até o Fim do Mundo
11/01 > Capa de Civil War #7
11/01 > A Volta de Namor
03/01 > Time: Livro do ano é uma HQ
02/01 > Nós Lemos: Aberrações – No Coração da América
21/12 > DC Comics continuará a ser publicada pela Panini
20/12 > Morre cartunista Joseph Barbera
19/12 > Nas livrarias: 300 de Esparta de Frank Miller
15/12 > Fim de contrato entre Opera Graphica Editora e DC Comics
15/12 > Os Sobrinhos do Capitão - Clássico da HQ chega ao Brasil
14/12 > Jogo Metal Gear vira HQ
13/12 > Festival Mundial de Cartuns começa amanhã
12/12 > Natal do Fantasma na Quanta
12/12 > 10 Pãezinhos: Mesa Para Dois: Lançamento em SP
12/12 > Pixel traz ao Brasil HQ da filha de Papai Noel
01/12 > O Spirit de Frank Miller
29/11 > O novo visual de Thor
29/11 > Venom na capa dos novos Thunderbolts
29/11 > Preacher vira série de TV
24/11 > Maratona HQ 2006 - Sleepless em São Paulo
23/11 > Pixel e Ediouro promovem oficina de Quadrinhos
22/11 > Pixel lança segundo álbum de “Ultra – sete dias”
17/11 > Quadrinhos em exposição na Casa Cult
14/11 > Livro reúne mais de 700 resenhas sobre HQs
14/11 > Desenhista de X-Men em bate-papo na Quanta
10/11 > Lançamento: Sandman – Fábulas e Reflexões
07/11 > Samurai X – Crônicas de um Samurai na Era Meiji Volume 2
06/11 > Crying Freeman é lançado na 11° Fest Comix
06/11 > Conrad publicará biografia de Che Guevara
03/11 > Lançamento independente e debate no Planeta Tela
01/11 > Opera Graphica lança O Príncipe Valente
31/10 > Pixel leva 3 mil livros à 11ª FestComix
31/10 > Lançamento: A mosca no copo de vidro e outras histórias
31/10 > Miss Marvel ganha especial
30/10 > Entrevista com Odair Braz, editor da Pixel
27/10 > Devir lança Luluzinha: Menina não entra?
27/10 > Roteirista de Ethora em bate-papo na Quanta

 

 

XML
© 2003 SOBRECARGA LTDA. Todos os direitos reservados Powered by Drupal. doismidela subretuza. Tecnologia