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Star Wars vs Star Trek (Empire at War vs Armada II)
Por Fabiano Silva — Quarta, 2 de agosto de 2006
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As duas maiores séries de Sci-Fi sempre dividem os fãs de ficção cientifica. Infelizmente, parece que gostar de uma é empecilho para apreciar a outra. Mas, nos videogames as coisas são mais democráticas. Star Wars e Star Trek sempre estiveram presentes do mundo dos games. Por algum tempo, Star Wars teve vantagem, com jogos muito superiores a Star Trek, mas com a queda considerável da força, os Trekkies podem ter esperança. Um dos jogos mais aguardadas de Star Wars era Empire at War. Um game de estratégia, que colocaria o jogador no comando das frotas e tropas Imperiais e Rebeldes. Bem, você até fica no comando, mas que é difícil liderar, isso é.
Talvez uma das questões mais levantadas pelos fãs de Star Wars (e Trek) é: Como seria comandar uma gigantesca frota de naves rebeldes contra a estrela da morte? O primeiro jogo a responder essa pergunta foi Rebellion. Em Rebellion, você controlava todas as forças do Império e Rebelião em combates épicos, além de controlar os heróis da saga, que podiam fazer missões para você. Rebellion não é um jogo ruim, mas ele foi a precursor da LER. Todo jogador de Rebellion ficava com dores na mão após algumas horas, devido a uma péssima interface, que obrigava você a clicar dezenas de vezes no mouse apenas para mover uma nave. Rebellion foi baseado em um clássico wargame, Freedom in the Galaxy, mesmo que ele não tivesse nada de Star Wars. Rebellion é um bom jogo, ainda jogado pelos mais fanáticos, mas não respondeu a grande pergunta. Por isso, a expectativa por Empire at War era grande. Porém, O EaW também não conseguiu agradar.
O primeiro erro grave de EaW é a limitação de unidades. Império e rebelião têm uma dúzia de naves e tropas ao seu comando. Com desculpa, a Lucas Arts disse que só usuária unidades presentes no universo Star Wars até o final de uma Nova Esperança. Por isso não teríamos TIE Interceptor, que supostamente foram desenvolvidos depois. Desculpa esfarrapada, por que muitas das unidades do jogo também só foram criadas depois, como o A-Wing e o próprio Mon Calamari como nave de combate. Ou a Lucas Arts teve preguiça ou esperança lançar uma expansão. Qual o grande problema de poucas unidades? Toda batalha é igual. Você enfrenta sempre as mesmas naves. Fica chato depois de algumas horas.
O Empire at War é dividido em três partes distintas. No mapa galáctico o jogador tem o controle geral de seus recursos. É aqui que ele constrói suas tropas, move suas esquadras, comanda seus heróis. Mas, uma péssima interface atrapalha seu comando. Para dividir as tropas é preciso entrar na interface planetária, e para move-la entrar na interface galáctica. Isso leva a um vai e vem sem fim e como o jogo é em tempo real suas naves podem ser pegas de surpresa só porque não houve tempo para controla-las.
A segunda parte são as batalhas terrestres, sem dúvida o grande erro de EaW. Os mapas são fixos, o defensor não escolhe onde constrói suas defesas, elas ficam sempre no mesmo lugar, como torres lases defendendo o nada. Além disso, os prédios do defensor ficam produzindo unidades sem parar, até serem destruídos. Isso faz com que a tática de ataque seja sempre a mesma: descubra onde estão os prédios inimigos e bombardeie com seus caças. Os mapas possuem zonas de reforço onde o atacante pode trazer novas unidades, mas em numero limitado. Imagine você, com 5 Star Destroyers, 50000 Stormtroopers, mas só poder transportas 10 para o combate em uma zona limitada do planeta? Não faz o menor sentido, nem é divertido.
A última parte são os combates espaciais, a única parte boa EaW. A idéia é similar a usada nas batalhas terrestres. Cada jogador pode trazer um número limitado de tropas para o combate, as outras só como reforço. 
Os mapas são em 2D, isso é, as naves se movimentam como navios de guerra. Os jogadores podem escolher pontos estratégicos das naves e bases para atacar, como lasers e hangares. Mas, a possibilidade estratégica acaba ai. Não existe formação, movimentação... A única estratégia é escolher quem e o que atacar primeiro. Os mapas também são muitos pequenos, impedindo manobras táticas. É divertido, mas não o suficiente.
Mas o que Star Trek tem a ver com isso? Alguns dias depois de jogar EaW descobri um antigo jogo de Star Trek, Armada II. Armada é um RTS espacial de Star Trek bem clássico: cada mapa tem recursos que devem ser explorados para construir suas unidades. Na versão original do jogo, você pode escolher entre: Federação, Klingons, Cardassia, Romulanos, Borgs e Espécie 8472; cada um com suas naves e táticas diferentes. Apesar de ser um jogo antigo e limitado, Armada II é muito mais divertido que EaW. Cada raça tem estratégias diferentes e pede abordagens distintas. Já existem mods de Armada para Babylon 5 e outras séries.
Para completar, a Lucas Arts mostra mais uma vez que não sabe nada de Star Wars. Ela prepara uma expansão de EaW, Forces of Corruption, onde o jogador poderá jogar com um novo império de contrabandistas. Então porque não colocar logo o Jabba e não um personagem desconhecido e nada carismático? Ou não seria muito melhor só expandir o jogo com o que todos querem, mas a Lucas Arts não colocou como: Super Star Destroyer, B-Wing?
A conclusão é simples, se você quer simular realmente as batalhas de Star Wars, não compre EaW. Compre Homeworld 2 e baixe o mod grátis Warlords. Muito melhor. E o mais engraçado é que o trabalho feito pelos fãs, Warlords, sem receber nada, e produzido há mais de 1 ano, parece melhor que o da Lucas... Perece não é melhor...
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