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Olá, terráqueo
Coluna escrita na corrida, só para não dizer que não falei de pops e indies.
Você tem um sistema de som bacana, internet banda larga e algum tempo disponível? Então... Estes três ingredientes podem te libertar daqueles canais de TV pseudo-musicais e pseudo-descolados que pipocam por aí.
Graças ao nosso São YouTube você pode encontrar as novidades mais descoladas do universo. E, como absolutamente tudo está lá, pode ser que você precise de uma mãozinha para escolher o que assistir.
E é por isso que estou aqui (quanta pretensão, hein?)
*-*-*-*-*
Já que, mais cedo ou mais tarde, você vai ouvir falar do Paolo Nutini, então deixa que eu conte um pouco sobre o cara. Ao baixar o disco These Streets, lançado em 17 de julho, não procure fotos, ok? Você vai achar que o cara, que está cantando uma canção pop bonitona, tem uns 40 anos. Daí você vai ver encarte, capas, universo e tudo mais e:
a)vai suspirar
b)vai torcer o nariz
c)vai dizer: 'hey, disco bacana!'
Porque o escocês tem 19 anos, e, coitado, é bonito (!). E seu disco bem é bom. Claro que, se você for um indie hard não vai gostar, porque ele já chegou ao Top 10 inglês. Mas você, descolado de plantão, que curte a música pela música, pode gostar.
Ele canta como se estivesse morrendo de tristeza. Coisa impresionante. Voz rouca, olhar perdido, cara de cachorrinho que caiu da mudança, sabe?
A melhor definição que li sobre Paolo veio de um colunisa do Observer: “Paolo tem o rosto de um modelo da Benneton e a voz de um bêbado de 50 anos.” Perfeito.
O vídeo de Last Request, o carro chefe do CD, como diria Sílvio Santos, é sobre um casalzinho em situação de risco. É bonito? É. Mas é bobo. Porque, na situação em que eles estão, você não ficaria cantando.
Mas é arte, pô.
Além disso, Paolo está fazendo o circuito dos festivais de verão (T, V, Frequency, Austin, etc) e abre um shows dos Rolling Stones em agosto.
Hot Chip
Pense no duo inglês The Boy Least Likely To chegando à adolescência. É o Hot Chip. Um quinteto londrino que faz maluquices com sintetizadores, bateria eletrônica, maracas, meia-lua, guitarra e vocal.
Alexis Taylor e Joe Goddard são o grande lance da banda. Vozes que contrastam e se complementam; um deles é baixo, magrinho e tem a voz aguda, o outro, que também é guitarrista, é alto, tem a voz grave e parece com o poeta Fabrício Carpinejar (se você não o conhece corra até a livraria e atualize-se, rapaz!). Fica bonito justamente pela diferença de timbres.
The Warning, o segundo disco do Hot Chip, foi lançado em junho de 2006, é um dos indicados ao Mercury Prize e fica empatado em qualidade com Coming on Strong, disco que lançaram em 2005. A grande diferença é a gravadora. Da querida Moshi Moshi Records (casa de bandas como Yeti, Architecture in Helsinki e Mates of State) para a grandona EMI.
Felix Martin (bateria eletrônica) Al Doyle (sintetizador analógico/guitarra/vocal), Owen Clarke (Guitarra/teclado/palmas), Alexis Taylor (teclado/vocal), Joe Goddard (sintetizadoro/vocal) arrasaram no Sónar 2006 e agora estão prontos para o Lollapalooza, Reading/Leeds, e outros festivais de verão.
Confere o vídeo de Over and Over, canção que desfilou pelo São Paulo Fashion Week durante o desfile de Carlos Tufvesson e primeiro single deste disco:
Fratellis
Você não fica feliz pacas quando surge aquela banda fresh and funny que te deixa com uma vontade enorme de dançar e cantar e acompanhar com palmas, mesmo estando no meio da rua, na fila do banco ou dentro de uma biblioteca silenciosa?
Então conheça os escoceses do Fratellis, uma das bandas favoritas desta humilde colunista que vos escreve. Ainda nem tem disco lançado, mas os EPs estão fazendo barulho na ceninha britânica.
Jon Fratelli (vocais/guitarra), Mince Fratelli (bateria/vocais) e Barry Fratelli (baixo) são de Glasgow e podem não trazer nada de novo - soam como uma batida de Libertines, com pitadas de Kinks, muito de Jam e algo de Jarvis Cocker-, mas é simplesmente ótemo.
O primeiro EP foi lançado em 3 de abril e traz as ótimas Creepin Up The Backstairs e The Gutterati?, além da não-tão-ótima Stacie Anne. O segundo EP, Henrietta, é totalmente Shefield Scene. Quase dá pra ouvir o Alex Turner nos backing vocals. E o terceiro EP, Chelsea Dagger, é uma pequena incógnita que só será revelada no dia 28 de agosto.
Eles também fazem parte do line-up do Reading/Leeds.
E a música de que falei no início, aquela de acompanhar com palmas, é a que você assite aí no YouTube: Creepin Up The Backstairs
The Boy Least Likely To
Falamos sobre esta duplinha em fevereiro. E agora, eles estão com vídeoclipe de Hugging My Grudge. Não preciso dizer todos aqueles adjetivos cute cute, nm que é fofo...
Little Man Tate
Sobre eles, você já sabe tudo o que há para saber, menos que foi ao ar, ontem, o mais novo ,clipe. Jon Windle, o crossover entre Jarvis Cocker e Paul Banks, volta com sua turminha de Sheffield em House Party At Booth’s um épico sobre uma festa onde todos estão vestidos como policiais. É claaaro que não poderia faltar todas as referências a sexo e as impagáveis danças (desta vez coreografadas) de Jon e cia.
Não perfde: Na próxima semana vai rolar uma festinha, transmitida via webcast, direto da casa do Booths, o amigo da banda que dá nome à canção. Ainda não foi divulgado o dia, nem a hora, mas é bom ficar ligado no site oficial. Quem está cadastrado no mailing pode ficar tranquilo, porque será avisado um dia antes.
O single desta música será lançado no dia 21 de agosto. Next big thing, boy!
New Rave
Há quanto tempo eu estou prometendo falar sobre este movimento, mesmo? Nem sei. Só sei que a cada semana ele se torna mais incontrolável e ganha proporções que quase ultrapassam o circuito indie.
No dia 6 de janeiro deste ano os caras da BBC fizeram uma aposta, em forma de top 10, sobre as bandas que seriam algo em 2006. Eram os seguintes:
1. Corinne Bailey Rae (cantora pop britânica)
2. Clap Your Hands Say Yeah (banda que você conhece, se mora no Planeta Terra. E adora, se é esperto)
3. The Feeling (guitar band inglesa)
4. Plan B (rapper horroroso que se inspira no horroroso Eminem)
5. Guillemots (ahhh, maravilha)
6. Sway (rap)
7. Chris Brown (não faço a mínima idéia do que seja, mas tem cara de rap)
8. Marcos Hernandez (mexicano que fazia parte de boy band e hoje está em trabalho solo)
9. Kubb (indie que flerta com o pop descarado)
10.The Automatic (exatamente onde eu queria chegar)
Pois bem, levando em conta que Clap Your Hands é lindo, maravilhoso, mas tão ano 2005, os caras acertaram em 2 previsões. Guillemots e Automatic.
Sobre eles e sobre esta cena empolgante eu vou falar na semana que vem. Juro!
Se quiser ir se habituando à Interzona, onde os sintetizadores, samplers, baterias eletrônicas, vocoder e instrumentos de brinquedo convivem numa boa, aí está o Top 5:
1.Shit Disco - Disco Blood (o manifesto "new rave")
2.Klaxons - Atlantis to Interzone (vídeo aí de cima)
3.Automatic - Tha's What She Said
4.Crystal Castles - Alice Pratice
5.New Young Pony Club - Ice Cream