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Verdade nua apresenta nova faceta de Rupert Holmes
Por Carlos Dunham — Terça, 18 de julho de 2006
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Nascido na Inglaterra e educado nos Estados Unidos, Rupert Holmes pode não ser um nome conhecido na mídia, mas acumulou as mais variadas profissões no mundo do entretenimento, como ator, cantor, compositor e produtor. Faltava tornar-se escritor - o que realizou com o romance Where The Truth Lies, livro no qual disseca todas as nuances da indústria do entretenimento.
Where The Truth Lies tornou-se filme dirigido pelo cineasta egípicio radicado no Canadá Atom Egoyan - indicado ao Oscar de melhor diretor de 1997 por O doce amanhã. No Brasil, o filme irá se chamar Verdade Nua.
Livro e filme nos convidam para uma viagem a este mundo de sonhos e fantasias, tão sedutor mas ao mesmo tempor tão vil, que é a indústria do Cinema, representada por Hollywood. E nada melhor do que alguém que viveu 35 dos seus 56 anos nesta Terra de Sonhos para narrar esses contrastes tão intensos entre o paraíso e a devastação.
Antes de sua estréia literária, Holmes, embora pouco conhecido, já era um nome respeitado nos bastidores da indústria, graças a seu trabalho como cantor e compositor - algumas músicas suas foram gravadas por cantoras como Barbra Streisand e Britney Spears, e outras estiveram presentes na trilha sonora de filmes como Shrek, Tudo Para Ficar Com Ele e O Anti-Herói Americano, além de seriados televisivos de sucesso, como Will and Grace e Six Feet Under. É de sua autoria a famosa música Escape (The Piña Colada Song), criada em 1979.
Por sua vez, Atom Egoyan - diretor, também, de Exótica e O fio da inocência - é um cineasta reconhecidamente acostumado a levar às telas tramas complexas e com personagens, no mínimo, originais, podendo, por isso, ser considerado uma excelente escolha para assumir o comando de Verdade Nua. O cineasta fez a seguinte declaração a respeito da trama criada por Holmes: A história apresentada por Rupert dá um relato vivo dos bastidores do entretenimento dos anos 50. É cheio de detalhes, o que é essencial para o sucesso da história, que você sente como se estivesse sendo contada por alguém que estava lá. Acredito que um dos aspectos mais atraentes do romance é essa sensação de participar, que é muito particular.
E o cineasta acrescenta: O que me fascina na indústria do entretenimento é que ela envolve a construção de uma personagem, isto é, envolve a representação de algo diferente de você mesmo. E por esta representação ser tão bem feita, as pessoas querem acreditar nela.
No filme, Lanny (Kevin Bacon) e Vince (Colin Firth) formam a mais famosa dupla de comediantes do showbiz dos anos 50. Quando o corpo de uma bela jovem é encontrado misteriosamente na banheira da suíte em que a dupla estava hospedada, os comediantes começam ali um rápido processo de separação, também cercado de mistério. Quinze anos após este evento, a jovem jornalista Karen (Alison Lohman) decide desvendar o segredo da separação da dupla.
Verdade Nua concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2005 e participou da última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O filme estréia no Brasil dia 28 de julho.
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