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Thundarr, o Bárbaro do futuro
Por Humberto Yashima — Quarta, 12 de julho de 2006
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”Ariel! Ookla! Vaaaaaamooooooos!”, gritava o personagem principal de Thundarr, o Bárbaro (Thundarr, the Barbarian/1980-1982) quando chamava seus companheiros, nesta produção da Ruby-Spears que parece um desenho da Hanna-Barbera (mas não é). A explicação para isso é que Joe Ruby e Ken Spears, antes de abrirem sua própria empresa, trabalharam durante muitos anos na companhia que criou Os Flintstones (e aproveitaram muito bem tudo que aprenderam por lá).
Desenvolvido por Steve Gerber (o “pai” de Howard, the Duck), o desenho tinha na equipe de criação Alex Toth (1928-2006), que criou o visual dos heróis, e Jack Kirby (1917-1994), que elaborou o visual dos vilões, inclusive de Gemini (que lembrava vagamente uma famosa criação de Kirby para as HQs da DC Comics, o poderoso Darkseid). Na abertura da série, o narrador explicava que, em 1994 (o futuro da época...), um cometa passou entre a Terra e a Lua, devastando completamente o planeta. Cerca de dois mil anos depois, o que restou da humanidade estava formando uma nova civilização, mas completamente diferente, com bárbaros, feiticeiros e mutantes.
Thundarr, um ex-escravo de um regime totalitário, lutava para se manter vivo, sempre acompanhado de OOkla, um Mok (algo parecido com o Chewbacca de Star Wars...) que se comunicava com grunhidos, e da bela feiticeira Ariel, que também era uma espécie de “professora” do bárbaro, sempre explicando fatos históricos e coisas do tipo. Criaturas estranhas, tecnologia (lasers eram erroneamente interpretados como magia por aquela civilização que nasceu após a devastação do planeta) e o vilão Gemini, único fixo da série, estavam sempre presentes no caminho de Thundarr. O bárbaro utilizava uma espada de energia, parecida com um sabre de luz (outra referência à saga criada por George Lucas).
Foram produzidos e exibidos apenas 21 episódios de meia hora da série Thundarr, O Bárbaro, um dos desenhos mais bacanas que a Rede Globo exibiu na década de 1980.
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