Olá olá olá, irmãozinhos
A seis meses do final do ano, as listas de melhores da música já se fazem necessárias. Assim você ainda tem tempo de se redimir caso tenha esquecido de algum disco importante. Como são muitos, aí vão só os tops de linha, na ordem em que foram lançados. Na verdade, na ordem em que eu lembro. Mas, se tua banda favorita (menos Wolfmother) não estiver aí, nada de ódio no coraçãozinho, na semana que vem tem mais.
Janeiro
Strokes e
Arctic Monkeys são figurinhas pra lá de carimbadas e se tu não tem estes discos é melhor rever alguns conceitos científicos e sociológicos. Janeiro foi um mês proveitoso e, no mínimo dois discos são indispensáveis.
Rabbit Fur Coat da queridísima
Jenny Lewis. E das gêmeas Watson. E
Inside In Inside Out, dos
Kooks.
Porque ouvir Lewis?
Além de indie queen de 2005 e vocalista do
Rilo Kiley, a guria atacou também de cantora country-pop. E acertou em cheio. Apesar de ser totalmente diferente do pop docinho que conhecemos, e apesar de folk, o disco é lindo de morrer. E ainda tem um bônus super especial.
Conor Oberst (Bright Eyes) e
Ben Gibbard (Death Cab) cantando com Jenny em
Handle with Care.
Por que ouvir Kooks?
Porque eles seguem a linha dos
Libertines e
Strokes, tem um quê de inexperiência e hits que grudam já na primeira vez em que você ouve. E porque
Inside In Inside Out é um daqueles discos que você aperta o play na faixa 1 e só desliga quando chega a faixa 14. Isso se não estiver no repeat, o que é altamente recomendável.
Os Kooks são esquisitinhos, nada bonitos, o sotaque é pra lá de carregado e ainda assim são responsáveis pela Kooksmania. Isto significa uma coisa: se você ainda não sabe a letra de
Seaside, então você está do lado de
Johnny Borrell e sua gangue.
Fevereiro

Já no segundo mês do ano, fomos agraciados com um dos discos mais ensolarados dos últimos tempos:
The Life Pursuit, do
Belle & Sebastian. Alguns fãs ficaram decepcionados com a alegria excessiva. Gente, deixem
Stuart Murdoch ser feliz, ok?
Por que ouvir?
Porque tem dias em que você está para baixo. Antes de sair da cama, ligue o iPod e ouça
Act of The Apostle. Quando a canção estiver chegando aos seus 2 minutos você já pode se levantar e abrir a janela. Com sorte, o sol estará brilhando lá fora. A quinta faixa,
Dress You Up é uma das poucas que lembra dos velhos tempos. Mas é a faixa ‘novo-e-feliz-Stuart’,
Funny Little Frog, que deixa este disco no topo dos melhores de 2006.

Mesmo que ainda tenhamos 6 meses pela frente.
Março
De um lado
Karen O. De outro
Andrio Maquenzi. Bairrismo e globalização. Em Nova Iorque, o
Yeah Yeah Yeahs lançava seu segundo disco,
Show Your Bones e em Guaíba, cidade estranha da região metropolitana gaúcha, a
Superguidis lançava seu disco de estréia.
Por que ouvir?
Porque
Show Your Bones é mais trabalhado, menos sujo e ainda assim tempestuoso o suficiente para te deixar hiperativo por dois dias. E porque a turma de Karen O. vem ao Brasil no Tim Festival deste ano. (Alou organizadores! Não esqueçam de Porto Alegre, hein?) e você vai querer cantar
Honeybear e
Gold Lion, não vai?
E por que ouvir Superguidis, mesmo?
“Next big thing” te diz alguma coisa? Melhor disco brasileiro de 2006, então?
*Já é super-ultra-cool-descolado e fã dos Guidis? Então corre até o fim da página.
Maio
Indie kids do mundo todo ouviram os petardos do
Futureheads (
News and Tributes) e a vingança do
Dirty Pretty Things (
Waterloo To Anywhere).

A banda de
Carl Barat não perde em nada para os queridos Libs e eu arrisco blesfemar dizendo que são até melhores.
Maio trouxe também
Civilian, disco de estréia do
Boy Kill Boy, uma banda londrina com toda a pinta pós-punk.
Por que ouvir?
Porque Boy Kill Boy tem a melhor trilha da sexta à noite:
Suzie, canção charmosa e visceral que merece ser ouvida enquanto você está fuma um cigarro esperando pelo trem, ou pelo táxi, em uma noite fria. Aquele tipo de música contagiante, boa para cantar no último volume, de preferência em algum festival. E o resto do disco?
Quem precisa de mais?
Ainda no quinto mês do ano, meu
momento boy band voltou com o lançamento de
Just My Luck, do
McFly. Não recomendado para diabéticos.
Junho
Bobby Gillespie é deus, não é? Deixando de lado as experimentações eletrônicas e voltando ao lado selvagem, o
Primal Scream lançou
Riot City Blues. Fácil, fácil, será o número dois nos melhores do ano.
O disco que tem até uma
homenagem a Doherty e Kate Moss (a ótima
Suicide Sally & Johnny Guitar) é tão descompromissado que deixou muito crítico saudosista de cabelo em pé. A começar por
Country Girl e
Nitty Gritty, canções stonianas, paradinha para bateria e palmas que não lembram em nada o velho, e também muito bom,
Evil Heat.
Mas, ei, estamos falando de Gillespie, cara. Você tem que gostar deles.
Julho

Em
novembro do ano passado, esta coluna antecipava uma das grandes bandas de 2006: as
Pipettes. Guriazinhas queridas, vestidos de bolinhas, danças sincronizadas, palmas e muito charme. Tudo embalado em um pop perfeito como aquele das
girl groups sixties. Sim, elas são as
Shangri-las do ano 2000.
Oito meses depois, chega a internet
We Are The Pipettes, disco de estréia que é tudo o que se esperava e muito mais. A comunidade de adoradores das Pipettes cresce em velocidade assutadora. Que bom. Já imaginou que mundo perfeito seria, se mais garotas fossem como Rose, Becki e Gwenno? Ou se as Pipettes fossem as novas Barbies? Crianças largando as bonecas patricinhas e escolhendo as estilosas polka dots?
Oficialmente, o disco sai em 17 de julho.
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Lembra do podcast prometido? Pois é. Algo de sobrnatural acontece com meu computador. Mas na semana que vem, sai. Questão de honra.
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Fiquei sabendo que a MTV brasileira resolveu virar indie em um programa chamado
Ya Dog. Com este nome, que mais parece música do Eminem, eu só queria saber o que é “indie” para eles. Mas, parafraseando Carlinhos Carneiro da Bidê ou Balde: "o que eu não vejo não existe".
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Promoção Relâmpago:
Após atingir a marca de 1.300 membros em sua comunidade no Orkut e esgotar a primeira tiragem de 1.000 cópias do álbum de estréia, os Guidis e o selo Senhor F. resolveram comemorar com os fãs em uma promoção bacana.
As 5 respostas mais criativas para a pergunta,
"Você não é um cara ruim... por quê...?" ganham:
1) 1 CD da Superguidis + camiseta "Malevolosidade", da Mono;
2) 1 CD da Superguidis + CDs do selo Senhor F (Beto Só e Volver);
3) 1 CD da Superguidis + 2 ingressos para o próximo show individual da banda (dia 22, no Garagem, Eem Porto Alegre);
4) 2 CDs da Superguidis;
5) 1 CD da Superguidis.
Você tem até o dia 10 de julho para participar. As respostas devem ser postadas
aqui.
* A propósito: não sou um cara ruim, porque estou divulgando os caras legais. (Respostinha infâme, né? putz)