Elas são Bandidas, porém limpinhas.

A nova produção do francês
Luc Besson (
O Quinto Elemento), mostra as beldades
Penelope Cruz (Maria) e
Salma Hayek (Sara) como duas anti-heroínas do velho oeste mexicano que não tem nada em comum a não ser a vontade de vingança.
Maria é a garota criada na fazenda, impulsiva e que não leva desaforo para casa enquanto que Sara é a patricinha que adora a Europa, tomar chá da tarde e age sempre pela razão. Porém elas se juntam depois que suas famílias tem as terras roubadas e os bandidos começam a matar as pessoas que elas amam.
Steve Zahm (Sahara) é o detive de Nova York Quentin Cooke que, com suas técnicas de perícia, é um verdadeiro
C.S.I do velho oeste e depois que ele é chantageado/seduzido pelas Bandidas, mais um aliado é feito e agora elas começam seu plano de roubar os bancos para ajudar as pessoas que tiveram suas terras roubadas.
Algumas coisas fazem pensar que os diretores noruegueses
Espen Sandberg e
Joachin Roenning se juntaram com os roteiristas e

assistiram uma maratona de Zorro. O personagem que faz o pai de Salma Hayek tem o nome de Don Diego (já ouviu falar em Don Diego De La Vega?), tem uma cena onde Sara esta fugindo dos bandidos e se pendura na corrente do lustre, assim que ela solta a corrente, o lustre cai na cabeça do bandido. Além do cavalo da Penolope Cruz que é tão inteligente que joga até jogo da velha.
O pior erro foi colocar o cantor de musica country,
Dwight Yoakam como o grande vilão do filme. Um personagem que supostamente era pra ser um assassino sangue frio e ganancioso é interpretado de maneira totalmente sem sal pelo cantor. Aquele bigode falso e a cara de choro inibem qualquer sentimento de respeito ou medo que um bom bandido deve passar.
E como o roteiro não é o ponto forte do filme, o negocio foi apelar para o fetiche masculino. Decotes, corpetes, mini-saias e a cena onde elas brigam para ver quem beija melhor, usando o detetive Cooke como cobaia enquanto ele está amarrado totalmente nu na cama instiga aquele velho desejo de 9 em 10 homens de ter duas mulheres ao mesmo tempo. Isso sem falar do momento
Brokeback Mountain onde elas estão acampadas no deserto com a fogueira acesa e dormem juntas com somente as atrelas de teto.
A melhor cena do filme é quase no final, onde um tiroteio com o afeito
bullet time ocorre dentro de um vagão de trem apertado e até uns arremessos de facas à lá Clã das Adagas Voadoras tira fina da cabeça de todo mundo. Se em certo momento do filme, um gerente de banco um tanto quanto “fofo” te lembrar o Seu Barriga do
Chaves, não fique assustado, pois é ele mesmo. O ator
Edgar Vivar faz uma pequena ponta no filme, de tremer o chão.
Se no final do filme a famosa deixa hollywoodiana para uma possível continuação, misturada com o típico final de filme bang-bang, com a cavalgada final em direção ao pôr-do-sol te deixarem com raiva, pelo menos o filme tem uma edição bem legal, uma fotografia bonita, uma trilha sonora empolgante e as moças ficam de decote 94,76% do tempo.