|
Nós vimos I: Poseidon
Por José Antônio Mansur — Terça, 20 de junho de 2006
|
|
Bem-vindo ao Sobrecarga, seu destino para as principais matérias sobre Filmes, Séries, Quadrinhos, Música e muito mais... se você puder agüentar!
Use a barra superior do site para navegar entre os assuntos e confira, no final de cada texto, outras matérias relacionadas ao assunto.
Na barra lateral do site você encontra sempre boas ofertas de produtos relacionados ao universo pop, ajude o site visitando nossos patrocinadores.
Volte sempre!
|
Muito barulho por nada
Poseidon é a nova versão de um clássico do cinema catástrofe dos anos 60, O Destino de Poseidon. O início do filme é basicamente o mesmo, uma onda gigante vira um transatlântico e os passageiros têm de lutar pela sobrevivência.
O filme foi um fracasso de bilheteria nos Estados Unidos e isto não é de surpreender. Para as gerações mais antigas o filme é uma refilmagem, e para as mais novas, parece uma versão sem alma de Titanic.
O maior problema do filme é o roteiro. Embora apresente personagens e situações novas - em relação ao original - este Poseidon não foge às formulas dos filmes-catástrofe: personagens com problemas, para o público simpatizar e torcer, e alguns idiotas para ser bucha de canhão.
Como se não bastasse, Poseidon abusa do direito de usar "Deus Ex Machina". O navio balança, coisas caem e pessoas morrem de forma completamente arbitrária. Em dado momento, uma criança fica presa num lugar e quando perguntam a ela como chegou lá, ela diz: "Não sei". É o equivalente a dizer que o preguiçoso roteirista quis e pronto.
Os atores tentam sobreviver à catástrofe (a virada do navio e o filme) mas não tem muito a fazer. Kurt Russel, Josh Lucas, Richard Dreyfuss e outros se limitam a suar, ou melhor, molhar a camisa e pagam as contas de casa com este trabalho. E só.
O diretor Wolfang Petersen merece mérito por conseguir tirar tensão de algumas cenas, mas também acaba naufragando no final. Em suma, Poseidon faz muito barulho por nada e provavelmente só vai agradar aos adolescentes que gostam de ver filmes com muitas coisas quebrando, entre elas, o bom cinema.
|