Hola!
O assunto de hoje é muito bom, portanto não posso desperdiçar muitas palavras com outras coisas. Dois acontecimentos da semana, apenas:
Sabe o “demônio” que Carl Barat diz haver dentro dele na canção The Enemy? Parece que deu as caras em Londres, dia desses.
Mas, nada de pânico. Foi nas gravações do clipe Deadwood, em um local secreto, com uma porção de fãs convidados e uma garota nua que vira champagne pelo corpo, que nossos amigos do Dirty Pretty Things fizeram uma gig difícil de ser esquecida.
Dizem, as línguas espertas, que eles tocaram o álbum inteiro e que o clipe é debochado e devasso. Mas a performance mais espetacular é sem dúvida a do demoniozinho de Barat destruindo um carro, enquanto garotas observam.
O single sai no dia 10 de julho. O vídeo? Em pouco tempo, no youtube mais perto de você.
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A Copa do mundo é deles.
Eu sei, vocês vão me odiar por isto, mas fazer o quê?
Qual time é embalado por uma canção do Embrace? (Não que Embrace seja a melhor banda de todos os tempos, mas em relação às canções brasileiras, os grupos de pagode e tudo mais...)
Qual time desembarca de um avião como se estivesse saindo de um desfile da Gucci?
Qual time busca inspiração na frase “Dancing to electro-pop like a robot, from 1984” para inventar sua própria dança?
Pois é.
Como não torcer para eles, então?
Ah! Se quiser aprender e dança do Crouch, clica aqui.
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Agora a coisa séria.
Coluna sérissima escrita à quatro mãos:
Fale em Liverpool e todos lembrarão dos
Beatles.
Oasis já se tornou um segundo nome para a cidade de Manchester, goste ou não da banda. Seatle, será sempre reconhecida por ser o berço do
Nirvana. Não é de hoje, bandas sacodem o faturamento de cidades que antes nunca chamaram a atenção para o turismo. Com o estouro mundial do
Arctic Monkeys, uma nova cidade está entrando no mapa do rock.

Estamos falando de
Sheffield, a “cidade do aço”, conhecida também por ser a mais verde da Inglaterra, com seus mais de 150 bosques. A cidade que se tornou uma das pioneiras na Revolução Industrial ganha, agora, novos contornos através de sua cena musical.
Recém saídos da adolescência, estes garotos - e suas mil bandas - desprezam o
hype, dividem-se entre a vida universitária e a estrada e já colecionam fãs no mundo inteiro. Os macacos árticos são só a ponta de um iceberg que parece ser feito de aço, bosque e gelo. Muito gelo.
Na
primeira parte desta coluna-matéria-seja-lá-o-que-for falamos de
Little Man Tate, lembra?. Na coluna de hoje,
Milburn. Mas, é triste ter que escolher duas, três... dentre uma cena tão rica.
A verdade é que eu tenho pena dos guris da Milburn.

Porque, não importa o que façam, sempre serão conhecidos como “Os melhores amigos do Arctic Monkeys”. Quase como se
Allen Ginsberg fosse conhecido como “melhor amigo de
Jack Kerouac”.
Entendeu o problema, não?
Vamos aos fatos:
Sheffield não é o que se possa chamar de uma cidade interessante. Não é tão interessante quanto Londres, nem mesmo tão interessante quanto Birmingham. Está localizada entre sete colinas e cinco rios, um verdadeiro paraíso ecológico. Sua arquitetura não é nenhum primor, os prédios são pouco bonitos, nada modernos. É uma cidade industrial, onde apenas o centro tem um quê de encantador.
Ou seja, qualquer adolescente enlouqueceria em um lugar assim. E por isto montar uma banda é alternativa. Quer sabe as outras alternativas? Sugiro que assista
Scummy Man, curta-metragem inspirado na canção dos Monkeys que mostra o
'wild side' da cidade do aço. Nota 10.

Dois anos antes do Arctic Monkeys, os garotos do Milburn escolheram a primeira alternativa. Eles tinham entre 14 e 16 anos. Joe e o irmão Luis encontraram o guitarrista Tom e o baterista Greeny, que estudavam do outro lado da cidade, enquanto jogavam futebol no time da Sheffield Sunday League.
Hoje, o quarteto tem na bagagem quatro anos de aprendizado. Todos eles (ainda) são muito novos, cuida só: O vocalista/baixista
Joe Carnall tem 18. O irmão de Joe, o guitarrista
Louis Carnal tem 19. O baterista,
Joe ‘Greeny’ Green tem 20 e o outro guitarrista,
Tom Rowley, 19.
Barulhentos, confiantes e originais eles ainda nem lançaram o primeiro disco e já têm seguidores apaixonados que apreciam não apenas a música, mas também a personalidade e a acessibilidade de seus ídolos. Constantemente comparados com
The Jam graças à energia musical bruta e as letras, escritas por Joe Carnall, que são uma pequena observação da sociedade e do cotidiano. Narrativas simples, porém bem construídas, suas 10 canções são guloseimas raras.

Se você nunca ouviu falar nesta banda então ouça
Chesire Cat Smile, Send In The Boys, Storm In a Teacup, Rudiments, Brewster e
Showroom necessariamente nesta ordem. São praticamente todas as músicas do grupo de uma discografia que se resume a dois EPs, dois CDs promocionais e um single. Ouvindo estas seis canções podemos esperar pelo melhor, que virá em setembro, em forma de um álbum completinho.
Surpreendidos pelo sucesso recente (o single
Send In The Boys chegou ao número 22 nas paradas.
Cheshire Cat Smile, o segundo single, sairá no dia 10 de julho e já está tocando na Radio 1 e na MTV2) em uma fase de escolhas, eles parecem ter escolhido muito bem. Joe Carnall, por exemplo, desprezou um lugar em Cambridge para se tornar uma estrela do rock.
E olha que coisa: Antes de
I Bet You Look Good on The Dancefloor dos Monkeys, eles compuseram
Dancing on The Kitchen Floor. Qualquer semelhança será mera coincidência?
*Pausa para uma troca de e-mails e de jornalista.
Liam: (...) e tenho algumas matérias para você: entrevistas com
Rakes e Milburn (uma banda de muita qualidade), além de reviews do LMT (...).
Márcia: (...) que coincidência! Milburn estará na capa da próxima edição, mande, claro. (...).
Então...nada melhor do que um correspondente britânico para contar em uma versão resumida, como foi o show dos meninos de Sheffield em Londres, no último dia 30 de maio. Preste bastante atenção nesta banda, e em todas de Sheffield, principalmente
Long Blondes, Monkeys Swallows The Universe, Bromheads Jacket e
Harrisons. Você só vai ouvir falar deles.
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Milburn / London ULU
Por
Liam Ronan

Encontrei o quarteto de Sheffield para uma rápida conversa antes de um show no norte de Londres. A banda parecia muito cansada:
“Nós estivemos em casa por poucos dias nos últimos três meses”, disse Joe.
Certamente um álbum está marcado para breve.
“Já está feito” contam orgulhosos.
“Tudo o que falta é a masterização”. Greeny explica.
“O álbum contém muito material novo. Aparentemente 40 por cento do álbum é coisa velha. Todo o resto é novidade...nós queremos dar aos fãs mais do que eles estão acostumados a ouvir” completa Joe.
Louis atribui o sucesso aos fãs
“que têm sido fortes e estado conosco desde o primeiro dia. E o número de fãs tem crescido muito no último ano.
Pergunto a eles o que acham do
MySpace.
“Nós apenas nos cadastramos. Realmente não soubemos o que aconteceu depois disto”
[Liam já conhece a banda há um bom tempo, afinal são da mesma cidade e ele cobre todos os shows que acontecem por lá. Por sorte, ele estava em Londres neste show:]

“Eles têm tocado muito aqui em Londres. Aparentemente, o primeiro show foi tocado para uma audiência invisível e algumas outras gigs foram tocadas apenas para os relações públicas. Mas na última gig no Barfly as coisas começaram a esquentar.
O London ULU é uma típica boate universitária: pequena, simples, íntima, e vende cerveja ruim. Apesar disto a banda de abertura
Scully sacudiu o lugar muito bem com seu indie agressivo e gritado típico do sul de Londres. São bons, mas não eram quem a platéia queria ver.
Vestindo uma pólo da Puma, que mais tarde foi trocada por uma número 9 de
Rooney, Joe levantou a galera dizendo:
“Mostre-nos o que vocês fazem em Londres, vamos”. Joe é muito confiante para um garoto que ainda nem chegou aos 20. A audiência receptiva foi tragada pela favorita
Send In The Boys.
Joe então fez uma piadinha sobre o
Kooks com seu sarcasmo seco de Yorkshire; chamando-os de
“a banda macho de Brighton”. O novo single
Cheshire Cat Smile recebeu uma resposta agitada da platéia, não porque está para ser lançado mas porque já é um clássico hino da banda.

A galera canta palavra por palavra e a repetição “Sheffield, Sheffield, Sheffield…,” agora virou lugar comum em todos os shows.
Após algumas canções novas, entraram no set favorito dos fãs:
Lipstick Lickin’, Brewster e
Showroom.
Deixaram o placo após a performance engraçadinha de
Roll Out The Barrel, e centenas de estudantes suados invadiram a noite sentindo que o dinheiro gasto valera a pena.
Antes do show descobri que o maior feito para Joe, até agora, foi ter o single
Send In The Boys tocado no abertura do
Sky Sports Super Sunday no jogo Manchester United contra Liverpool, nesta temporada.

Eles são grandes fãs de futebol e torcem para o pequeno Sheffield Wednesday. Perguntei o que esperavam da Inglaterra e do Wednesday na próxima temporada:
“Após o ferimento de Rooney eu acho que a Inglaterra não tem chance.” admitiu Louis.
“Nós nunca tivemos chances” brincou Tom.
No entanto, todos eles concordam que o Brasil vai levantar a taça.
Com o Wednesday, o pessimismo se mantém:
“Provavelmente ficaremos no meio da tabela” suspirou Joe.
Agora eles vão aproveitar as três semanas que ganharam de folga
“para assistir a Copa e para entrar em estúdio.(...) Queremos escrever algumas canções novas. Temos um álbum pronto então não precisamos nos preocupar e com isto posso relaxar e escrever coisas novas.” explica Joe.
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Eu, novamente.
Como você deve estar pensando, o sucesso nas paradas, decorrente do single de estréia, prevê um ano de excitação ainda maior por vir com a banda sendo escalada pra tocar nos famosos
Japanese Fuji Rock Festival, Leeds and Reading Carling Festivals, T in the Park além de festivais menores em Jersey e Cambridge.
Festivais estes que começam neste final de semana.
Não perde a transmissão ao vivo
do show de
Richard Ashcroft no Isle Of Weight.
Fui ;)