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Irwin Allen: um homem e quatro clássicos da TV
Por Eudes Honorato — Quarta, 17 de dezembro de 2003
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As séries do homem chamado Irwin Allen (1916-1991) fazem parte da infância de todo aquele que um dia ouviu na TV as palavras “Perigo, perigo!” vindas de um robô alertando um garoto, acompanhou certas aventuras submarinas, viajou no tempo e que se sentiu pequeno diante do mundo.
Allen, que já era conhecido há tempos no mundo do cinema, ao filmar Viagem ao Fundo do Mar (Voyage To The Bottom Of The Sea) para o cinema em 1961 resolveu, depois em 1964, transformar o filme em uma série televisiva. Contava as aventuras da tripulação do submarino Seaview. Quem não se lembra do Almirante Nelson? As aventuras eram as mais incríveis, enfrentando de ameaças humanas a monstros terríveis. A série durou de 1964 a 1968.
Em 1966, Allen produziu Túnel do Tempo (The Time Tunnel). Apesar de durar apenas uma temporada, esta série marcou tanto que o nome da mesma virou sinônimo de viagem ao passado, nostalgia, ou seja, o que estou fazendo agora: uma viagem pelo “túnel do tempo”. Na série, dois cientistas, Tony Newman e Doug Phillips, ao testarem uma máquina de viagem no tempo, num projeto secreto do governo, acabam sem poder voltar ao presente, tendo que vagar entre o passado e o futuro, até que possam ser trazidos de volta. Acabam ajudando figuras históricas ou até mesmo encontrando com eles próprios quando mais jovens. Uma tela na base secreta é o único meio de contato visual que seus colegas tem com eles.
Seguindo a linha de produção de Irwin Allen, logo se seguiu a série de maior sucesso de todas que Allen produziu: Perdidos no Espaço (Lost in Space). Começou em 1965 e foi até 1968. A série tem início com a partida da espaçonave Júpiter 2 em busca de um planeta para salvar a humanidade da superpopulação. A nave decolou em 16/10/1997, com um sabotador a bordo, o Dr. Zachary Smith. Ao sabotar o robô que acompanha a missão, Smith coloca os tripulantes em perigo e literalmente perdidos no espaço. Jonathan Harris, que deveria morrer no sexto capítulo, acabou conquistando o público e “sobrevivendo”. Infelizmente, a série decaiu quando os produtores resolveram levar a coisa pro lado do humor, beirando o ridículo, às vezes. As estrelas desses pastiches eram o trio formado por Smith, o robô e Will Robinson. Mas quando se é criança tudo é diversão. Uma refilmagem da série foi feita em 1998, com efeitos impressionantes e visual caprichado, mas roteiro fraco, que não conquistou os fãs antigos (nem fez novos) e muito menos a crítica.
Enfim, minha série preferida: Terra de Gigantes (Land of The Giants). Allen produziu-a de setembro de 68 a março de 1970. Contava a história de uma nave espacial em um vôo comercial de Nova York a Londres que se perde após passar por uma nuvem estranha, indo parar num planeta idêntico a Terra, mas onde as pessoas são gigantes. As 7 pessoas que estavam na nave, incluindo o garoto Barry, além do cão Chipper, têm de fugir das pessoas que querem capturá-los, durante todos os episódios. Era sempre engraçado ver um gigante agarrando um deles. A cena mostrava apenas as pernas se movimentando, num efeito mecânico das pernas se mexendo por entre a mão fechada do gigante. Esta série tinha um alto custo de produção devido, principalmente, aos cenários.
Allen, depois voltou a trabalhar no cinema, virando o mestre do filme catástrofe, com filmes como Inferno na Torre e Destino do Poseidon, entre outros. Porém, sempre vou associar seu nome às aventuras televisivas no mar, no tempo, no espaço e entre gigantes.
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